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Uma forte ventania atingiu pelo menos três bairros da Zona Sul de Macapá na manhã desta quarta-feira, 16. A frente de rajada, como é chamado o fenômeno pelos meteorologistas, destelhou casas, arrancou árvores, caixas d´água foram levadas, uma árvore caiu em cima de um carro. E o pior de tudo, deixou os moradores da região desesperados e com medo.

Foto: Cássia Lima

Árvore foi arrancada no Conjunto Laurindo Banha (Fotos: Cássia Lima)

A forte ventania de 27 quilômetros por hora durou menos de uma hora e causou estragos nos bairros Muca, Jardim Marco Zero e Congós. A Defesa Civil ainda não fechou o balanço de quantas casas foram atingidas, mas a estimativa que pelo menos 40 casas tenham sofrido algum dano. A previsão dos meteorologistas é que ocorram outras ventanias até o final desse mês.

O fenômeno é chamado de sistema convectivo de média escala, que acontece por causa de uma de chuva forte e rápida. Segundo especialistas o incidente tem maior ocorrência nos meses de junho e julho. “O fenômeno acontece nesses meses por causa da mudança de clima na região. Nuvens de chuva ocasionam ventanias, sempre rápidas e muito fortes”, explicou o meteorologista do Iepa, Jefferson Vilhena. Ele explica que fortes rajadas podem ocorrer desde Santana até o Curiaú devido à proximidade do continente com o rio. A ventania é uma característica climática da região Amazônica, podendo acontecer principalmente pela madrugada e inicio da manhã.

casas destruidas pela ventania (4)

Rua Remo Amoras no Muca após a ventania. Uma caixa d’água foi parar no meio da rua. 

Depois do vendaval muitas pessoas contabilizavam as perdas. O aposentado Fernandes Medeiros, de 72 anos, retirava de dentro de casa restos de telhas quebradas e lixo. “Agora é reforçar o telhado porque já fomos avisados que pode ocorrer de novo. Não perdi nada e meus filhos não se machucaram. E se da próxima vez for pior? É bom está preparado”, avalia.

Foto: Cássia Lima

Área comercial no Bairro do Muca atingida pelo vendaval 

Em uma única rua do Bairro Congós mais de oito casas foram atingidas. A manicure Lidiane Menezes, de 39 anos, reside na 8ª avenida do bairro. Sala e quarto foram destelhados. Segundo ela o barulho foi ensurdecedor. “Estávamos tomando café. Estava chovendo muito forte. De repente, um barulho de estalos e o telhado estava voando. Foi muito rápido mesmo.

Em abril deste ano uma rajada de vento destelhou pelo menos 70 casas na Zona Norte. E no mês passado, o incidente voltou a se repetir e mais de 40 casas também foram atingidas. Nos três incidentes não há registro de vítimas, apenas perdas materiais.

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