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Alunos de escolas públicas e privadas participaram neste fim de semana da etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica. A disputa ocorreu no Amapá Garden Shopping na tarde do último sábado, 16. Os “mini-cientistas” trabalharam por 6 meses nos protótipos até chegar ao robô final. Uma equipe de Laranja do Jari ficou em segundo lugar na classificação final e agora vai para São Paulo disputar a etapa nacional.

No total, 75 alunos formaram 25 equipes. Cada equipe com 4 estudantes. O robô que terminasse o percurso em menor tempo com o menor número de erros seria o campeão. A fase nacional será em outubro em São Paulo.

Circuito. Vence quem erra menos e é mais rápido

Circuito. Vence quem erra menos e é mais rápido

A Olimpíada Brasileira de Robótica é um evento apoiado pelo CNPq que estimula a iniciação científica entre os jovens, incentiva carreiras científico-tecnológicas e promove debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. “A importância desse evento é destacar jovens que gostam da mecatrônica para os cursos superiores do estado. Além de ser um incentivo para a engenharia e divulgar nossas criações para os amapaenses”, ponderou o coordenador estadual da OBR, Dimitri Mahmud.

Robô final: 6 meses montando e desmontando

Robô final: 6 meses montando e desmontando

Os alunos do município de Laranjal do Jari foram escolhidos por terem disposição e afinidade com matérias de cálculos. Para Mateus Lima, a dificuldade é imensa, mas o resultado compensa. “É muito difícil. Montamos vários protótipos e desmontamos também, isso em um prazo de 6 meses. Tínhamos que deixar o robô bonito, leve, rápido e com o melhor desempenho”.

Victor Monteiro

Victor Monteiro

A olimpíada é dividida em três etapas. Na 1ª, disputam estudantes do ensino fundamental e na 2ª concorrem estudantes do ensino médio. Nessas duas fases, o percurso dos jogadores é o mesmo. Já na 3ª etapa o trajeto muda, assim como as equipes disputam de igual para igual. “Os alunos são muito motivados a aprender e disputar a olimpíada pelo Amapá. O legal é que os alunos montam os robôs por meio de lógica, cálculo e física”, avaliou a coordenadora dos universitários, Simone Delfin.

Os robôs funcionam à bateria e com um sistema complexo de movimento e distribuição de energia. Uma das poucas meninas na disputa, Liliane Rocha acha que a dificuldade maior é se impor e colaborar com os meninos. “Eles queriam uma coisa mais rústica, mas o resultado ficou bom. É uma área dominada por meninos, então nós mulheres fazemos toda a diferença”.

Equipe do Ifap de Laranjal do Jari: segundo lugar

Equipe do Ifap de Laranjal do Jari: segundo lugar

A melhor equipe é escolhida por 7 juízes, que decidem pelos critérios de rapidez, tempo, leveza, união do grupo e movimentação do robô. De acordo com o fiscal, Victor Monteiro, a olimpíada pretende ensinar disciplinas aos alunos por meio de uma competição leve e saudável. “Tudo que cobramos é parte das ciências exatas. O que nesse caso, eles aprendem brincando e se divertindo. Muitos falam do assunto com tanta propriedade que acabam criando interesse daquele conhecimento em outras pessoas”.

A equipe vencedora da etapa estadual viaja em setembro para São Carlos, em São Paulo. Lá, a competição tem apenas duas fases, os primeiros colocados serão premiados com medalhas de ouro, prata e bronze, além de cursos de robótica e bolsas de estudos.

Veja como ficou a classificação da etapa estadual: 

Categoria Ensino fundamental

1º Lugar:  Bartolomea Capitaneo

2º Lugar: Moderno Centro de Ensino

3º Lugar: Bartolomea Capitaneo

 

Categoria Ensino médio:

1º  Bartolomea Capitaneo

2º Segundo Ifap de Laranjal do Jari

3º Ifap de Macapá

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