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Foi finalizado pela Polícia Civil o inquérito sobre o acidente do dia 12 de outubro de 2013 durante a romaria fluvial do Círio de Nazaré que deixou 18 pessoas mortas. Segundo as investigações, o motivo do acidente foi a superlotação do barco  “Capitão Reis II”, que continha 58 pessoas a bordo.

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A embarcação transportava cerca de 60 pessoas no momento do acidente (Foto: EFE)

Segundo a delegada que realizou as investigações, Josélia Barbosa, da 9ª Delegacia de Polícia Civil, antes do resultado final foi preciso ouvir o depoimento dos 40 sobreviventes e de outras pessoas envolvidas com a locação do barco para o Sindicato dos Servidores Públicos Civis no Estado do Amapá. Após este procedimento, foi confirmada a superlotação da embarcação, que tinha uma lotação máxima de 42 passageiros.

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Os depoimentos apontaram para um único responsável pelo acidente. “Após minucioso trabalho de investigação, tomando depoimentos, analisando laudos periciais, entre outras peças, chegamos à conclusão de que o único responsabilizado seria o dono da embarcação, Reginaldo Reis Nobre, que está entre as vítimas “, afirmou a delegada.

Segundo os depoimentos, o dono da embarcação deixou o timão da embarcação sozinho, quando precisou se deslocar a caixa de energia elétrica do barco para ligar o gerador. Foi nesse momento que aconteceu o tombamento. Um fato que explica o motivo de o corpo do comandante ter sido encontrado na parte de baixo do barco após o acidente.

Ainda segundo as investigações, o barco saiu do Porto do Grego, onde estava ancorado, dentro do limite de passageiros, mas foi abarrotado de novos tripulantes no meio da viagem, quando outra embarcação, a “Ana Beatriz”, decidiu não voltar ao ponto inicial da romaria, o que levou vários servidores a entrar no “Capitão Reis II”.

Fotos: Agência Amapá

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