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Pelo menos três mil serventes e merendeiras do Estado cruzaram os braços e deflagraram greve na manhã desta segunda-feira, 18. Os funcionários já tinham feito na última sexta-feira, 15, uma paralisação de advertência reivindicando dois meses de salários atrasados. A Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio da Unidade Descentralizada de Execução (UDE), declarou que há empecilhos judiciais para o pagamento ser efetuado.

Antônio Carlos e Maria Cristina

Antônio Carlos e Maria Cristina

Na manhã desta segunda, pelo menos 120 funcionários filiados ao Sindicato dos Cerealistas da Educação e Atividades Afins do Estado do Amapá (Sindceeap) estiveram em frente ao Palácio do Setentrião cobrando o pagamento dos salários. “Eles prometem, prometem e nada. Vamos continuar a greve até nos pagarem. E não queremos salário de um mês, queremos os dois”, disse o presidente do Sindceeap, Antônio Carlos.

A classe afirma que já tentou diálogo, mas sem sucesso. “Nos últimos meses sempre atrasavam nosso pagamento. Tentamos conversar de todas as formas, mas sempre é a mesma desculpa que o dinheiro vai cair na conta. Não dá mais”, desabafou a merendeira, Maria Cristina Silva.

Segundo a Seed, o pagamento está atrasado devido à justiça ter bloqueado a conta da UDE por dívidas trabalhistas da antiga gestão referentes ao ano de 2009. De acordo com a secretaria, o pagamento referente aos meses de junho e julho estão bloqueados no banco, mas há um esforço da Seed em liberar junto a justiça e possivelmente estará na conta dos servidores ainda nesta semana.

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