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Cansados de arriscar a vida nas mãos de assaltantes, motoristas e cobradores de ônibus cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira, 29, na Avenida FAB, Centro de Macapá. A categoria paralisou 40% da frota que roda na capital. O ato de protesto é contra a violência que eles sofrem durante os assaltos que voltaram acontecer na cidade. Esta semana, três ônibus já foram assaltados.

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Cansados dos assaltos, rodoviários cruzam os braços em protesto

Segundo o Sindicato dos Condutores do Transporte Coletivo e Rodoviário (Sincotrap), em média quatro assaltos a ônibus são registrados por semana em Macapá. O caso mais grave aconteceu na última segunda-feira, 25, na linha Amazonas, quando um assaltante roubou os passageiros, o dinheiro do veículo e ainda golpeou com facas o motorista, que foi internado no Hospital de Emergência, mas passa bem. “Nós trabalhamos com medo. Desconfiamos de todos que entram no ônibus. Não tem como continuar assim. O assaltante leva tudo e ainda atenta contra a vida das pessoas. Do jeito que está não conseguimos trabalhar”, desabafou o cobrador José Santos.

Amiraldo Brito

Amiraldo Brito, cobrador de ônibus e diretor do Sincontrap

O Sincotrap reuniu há três meses com a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) que reforçou o patrulhamento de policiais através da Operação “Ônibus Seguro”. “Nos três meses que vigorou a operação diminuíram os assaltos. Nós pedimos patrulhamento dos ônibus, postos de policiamento que funcionem e câmeras de segurança. Caso a nossa reivindicação não seja aceita, vamos novamente paralisar”, declarou o cobrador de ônibus e um dos diretores do Sindicato, Amiraldo Brito.

Os usuários do transporte coletivo apóiam a paralisação, apesar de serem prejudicados. “Hoje não fui trabalhar porque os ônibus pararam todos aqui na FAB. Eu já fui assaltada dentro de ônibus duas vezes e entendo a reivindicação dos trabalhadores. Não estão pedindo segurança só para eles, mas para todos nós”, afirmou a doméstica Laide Alda Verônica, de 44 anos.

A direção do Sindicato das Empresas de Transporte do Amapá (Setap) foi contrária a paralisação. “A gente reconhece a falta de segurança nos coletivos, mas pensamos que isso poderia ser resolvido por meio de um diálogo. Ontem conversamos com os trabalhadores e pensamos que o problema já teria sido resolvido”, disse o diretor de bilhetagem do Setap, Artur Sotão.

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