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Pelo menos 10 delegacias podem ser interditadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) no Amapá. Na manhã desta terça-feira, 12, a diretoria da Associação de Delegados da Polícia Civil (Adepol) protocolou uma solicitação de fiscalização e interdição em delegacias que se encontram com infraestrutura precária comprometendo o trabalho dos agentes públicos. Segundo a associação, o orçamento não contempla a Policia Civil como deveria.  O Ministério do Trabalho ira fiscalizar as delegacias.

De acordo com a Adepol, as delegacias de Calçoene, DCCM de Santana e Macapá, 1ª e 2ª delegacias de Santana, 6ª DP de Macapá, delegacia do Zerão, Ciosp do Congós e Novo Horizonte e DP do Mazagão estão em situação precária. Muitas delegacias têm goteiras, estão sem forro, com fiação elétrica amostra, cadeiras quebradas e banheiros interditados. “Em algumas delegacias não dá pra frequentar os banheiros. Melhor ir pra casa. A maioria tem ratos e um odor desagradável. Como prestar serviço à população desse jeito?”, reclamou o delegado titular da DCCP, Glemerson Arandes.

delegados protocolando denúncia no MPT

No primeiro semestre deste ano, um policial civil faleceu depois de adquirir a doença transmitida pela bactéria de pombo. Para o vice-presidente da Adepol, Rogério Campos, a interdição pode amedrontar a população, mas é questão de saúde para os agentes públicos. “A interdição é o ponto final para os delegados. Tudo será feito por um processo técnico da justiça. Vale ressaltar as péssimas condições de trabalho dos delegados e consequentemente o atendimento ruim a população”.

A associação afirma que os problemas estruturais são antigos, mas a situação está inaceitável. “Não dá mais. O teto da delegacia do Mazagão desabou. Estamos procurando ajuda dos órgãos competentes para dar vazão ao anseio da categoria de delegados. Do jeito que esta, não dá mais”, pontuou o presidente da Adepol, Savio Pinto.

Nesta manhã, após coletiva de imprensa, a diretoria da Adepol protocolou um relatório com mais de 100 fotos no Ministério Público do Trabalho. Os delegados foram recebidos pelas procuradoras Silvia Silva da Silva e Joelma dos Santos. Elas disseram que irão priorizar as ações.

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