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Depois do diagnóstico de quatro casos da febre chikungunya no Amapá, sendo dois adquiridos dentro do Estado, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) anunciou que o treinamento de mais agentes de endemias será uma das metas para que o trabalho de barreiras aumente nos municípios, principalmente no Oiapoque, onde foram diagnosticados os dois casos da doença. Atualmente são 30 agentes no município localizado a 590 quilômetros de Macapá.

Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Estado (CVS) atualmente são 10 casos esperando confirmação em Macapá e 11 no Oiapoque. “Antes estávamos tratando de casos importados, porém com esses dois adquiridos no Amapá as ações precisam ser intensificadas para evitar que a doença se espalhe pelo Estado”, afirmou a chefe da Divisão de Epidemiologia da CVS Estadual, Iracilda Costa.

Durante a coletiva de imprensa que aconteceu na tarde desta quarta-feira, 17, o Secretário de Saúde, Jardel Nunes, disse esse processo tem que se intensificar junto à população, pois com a movimentação entre os municípios por conta do período eleitoral as possibilidades de uma epidemia são maiores. “Ainda em setembro uma equipe do Ministério da Saúde estará vindo para o Amapá para ajudar nesse combate, principalmente na fronteira do Oiapoque com a Guiana Francesa, pois o território francês já tem muitos casos diagnosticados”, enfatizou.

Nesse primeiro momento as equipes de endemias estarão atuando principalmente nas áreas em que as duas pessoas que foram diagnosticadas com a doença passaram nos últimos 20 dias. O objetivo é montar uma barreira para evitar a proliferação da doença a partir desses dois casos. Em relação aos casos que estão sob suspeita, a Sesa aguarda o resultado das amostras que foram enviadas para o Instituto Evandro Chagas, localizado em Belém, que fornece um resultado em três dias úteis.

 

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