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Em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira, 23, o delegado geral da Polícia Civil (DGPC), Tito Guimarães, afirmou que o documento entregue pela Associação dos Delegados de Polícia do Amapá (Adepol) que trata da exoneração de 20 delegados titulares e negativa de outros 47 delegados em assumir essas atribuições, não passa de uma decisão de cunho político. Segundo Guimarães, a ação em nada muda a rotina dos delegados que continuam com os seus empregos, mas agora sem a gratificação.

Tito Guimarães diz que o retrocesso destacado pelo presidente da Adepol, Sávio Pinto, não passa de uma manobra obscura para fazer oposição ao Governo do Estado. “Basta entrar na página de transparência e verificar os investimentos, que foram feitos na Polícia Civil. Há cinco anos tínhamos uma lancha para serviço tático. Hoje são cinco. O que queríamos, pelo menos, era que os delegados tivessem coragem de afirmar quais os reais motivos para toda essa mobilização”, questionou.

O delegado geral ainda informou que os problemas com combustível e papel expostos pelos delegados, fazem parte de problemas pontuais que não ocorrem sempre, mas por problemas de repasse de suprimento. Guimarães ainda destacou que o outro motivo para a ação dos delegados tem cunho estritamente financeiro.

Segundo ele, com a retirada das gratificações os delegados perdem cerca de R$ 1 mil dos seus vencimentos, mas vão buscar um aumento de R$ 11 mil através da bandeira de paridade com os salários de procuradores, como aconteceu em outras unidades da federação. “Na verdade eles abrem mão de R$ 1 mil para tentar um retorno de R$ 11 mil pressionando o governo para fazer a equiparação salarial”, explicou.

O Estado tem 54 cargos de delegados comissionados. Isso, segundo a DGPC, demonstra que o pedido de 20 delegados não é algo que faz parte do pensamento da maioria. “Foram 3 anos e 8 meses sem reclamações, porque só agora, em meio ao período eleitoral, que as reclamações ganharam destaque?” questiona Guimarães.

 

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