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Na manhã desta segunda-feira, 29, a Associação dos Delegados de Polícia do Amapá (Adepol) protocolou na Assembleia Legislativa nove denúncias apontando problemas estruturais nas delegacias do Amapá. Em uma das denúncias, a associação pede a investigação de suposta contaminação com fezes de pombos que teria levado um policial civil a morte.

A denúncia está acompanhada de laudos e do atestado de óbito do policial que comprovam a contaminação. A esposa do policial também está assinando o pedido de investigação se colocando como testemunha. “Nós não queremos expor nomes para preservar a identidade da viúva. Mas nós também pedimos uma perícia no prédio, algo que não aconteceu mesmo após a família ter pedido a análise sanitária do local”, contou o presidente da Adepol, delegado Sávio Pinto.

Nas denúncias, a Adepol também pede a vistoria nos processos licitatórios feitos pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) que, segundo a associação, estão sendo indeferidos constantemente. “Vamos pedir junto ao Legislativo essa vistoria nos processos que não estão avançando”, acrescentou Sávio. A comissão foi recebida na AL pelo presidente deputado Moisés Souza e pelo 1º secretário, deputado Edinho Duarte, que ouviram os pedidos da Adepol.

QUEDA DE BRAÇO

A crise entre a Adepol e a Delegacia Geral da Polícia Civil (DGPC) se intensificou na semana passada quando a associação protocolou no Palácio do Setentrião um documento com a assinatura de 20 delegados abdicando dos seus cargos comissionados, e de outros 47 delegados se negando a assumir os cargos em vacância.

Na ocasião, a DGPC informou que dos 20 delegados que entregaram os cargos, oito teriam voltado atrás em menos de 24 horas. A Adepol nega. “Oficialmente só sabemos do caso de uma delegada que voltou atrás no pedido, porém os outros 66 continuam apoiando o protesto”, afirmou Sávio Pinto.

O OUTRO LADO

A assessoria de comunicação da Delegacia Geral de Polícia informou que não tem o que falar sobre o caso do policial que teria morrido vítima de contaminação por vezes de pombos, porque a Vigilância Sanitária investigou o caso e afirmou através de laudo que não houve contaminação.

Quanto às demais denúncias, a assessoria disse que a Assembleia tem todo o direito de abrir CPI, mas não vai encontrar nada de irregular no trabalho da Delegacia Geral de Polícia e nem na Secretaria de Segurança Pública.

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