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Mais dois casos da febre chikungunya foram confirmados no Amapá. Dessa vez não são casos importados, são pessoas que contraíram a doença dentro do Estado. O fato acionou o sinal de alerta para a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), que teme que a doença perca o controle. Os casos foram diagnosticados no município de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá.

Os dois casos apareceram na mesma família. Uma professora que mora e trabalha em Oiapoque foi contaminada e já com a doença recebeu a visita do pai, que também foi infectado. A família da professora informou que os dois passam bem. Foram medicados e até já voltaram ao trabalho. Como o pai da professora veio para Macapá ainda com febre, e possível que algum mosquito tenha picado ele. Por isso o trabalho de barreira está sendo feito na Zona Sul da cidade, onde ele mora.

Cartaz de informações sobre a doemça

Cartaz de informações sobre como evitar a doença

O diagnóstico da presença do vírus no Estado foi feito no início de setembro. “A CVS detectou a suspeita no Oiapoque por conta de um monitoramento feito pelo Laboratório Central (Lacen). O caso foi diagnosticado em uma professora de 31 anos, que não tem nenhum histórico de viagens que possam explicar uma contaminação fora do Estado. Posteriormente a paciente passou a febre para o pai”, explicou a chefe da Divisão de Epidemiologia da CVS Estadual, Iracilda Costa.

A grande movimentação de pessoas entre Macapá e Oiapoque nessa época de campanha eleitoral é o que mais preocupa as autoridades sanitárias, já que todos os casos que apareceram até agora vieram daquela região. Inclusive os dois casos importados.

Além dos quatro casos diagnosticados no Amapá, existem mais 10 suspeitas da doença no Estado que estão sendo analisadas pelo Lacen em parceria com o Instituto Evandro Chagas, de Belém.

 

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