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Pacientes internados na Clínica Cirúrgica do Hospital de Emergência de Macapá estão vivendo alguns dos piores momentos de suas vidas. Enquanto uns esperam há meses por uma cirurgia ortopédica, outros que já passaram por essa via crucis agora enfrentam a falta de antibióticos e até de suportes para soros.

Sem suporte, soros são fixados nas paredes de forma improvisada

Sem suporte, soros são fixados nas paredes de forma improvisada

O Hospital de Emergência é o único pronto-socorro da capital e já tem mais de 50 anos. Os últimos anos tem sido de sofrimento intenso para pacientes internados pelos corredores, em macas ou colchonetes espalhados pelo chão. “Cada profissional de enfermagem precisa tomar conta de até 15 pacientes”, desabafa uma servidora.

Profissionais precisam tomar conta de até 15 pacientes de uma só vez

Profissionais precisam tomar conta de até 15 pacientes de uma só vez

Faltam também medicamentos essenciais. No último fim de semana, por exemplo, não havia ceftriaxona, antibiótico usado para combater infecções resistentes.  Os medicamentos só chegaram nesta segunda-feira, 29, e também não devem durar muito tempo. Servidores dizem ainda que alguns médicos não acompanham a evolução dos pacientes em tratamento com antibióticos. Há casos em que pacientes ficam semanas usando o mesmo medicamento, quando o ideal é um tratamento entre 7 e 10 dias com o mesmo antibiótico.

Uma das várias manifestações de pacientes, em julho: cena comum

Uma das várias manifestações de pacientes, em julho: cena comum

Os soros são fixados nas paredes de forma improvisada porque não há suportes. Atualmente 120 pacientes estão internados na clínica cirúrgica. Internados não, acampados.  O pior é saber que o sofrimento vai continuar por muito mais tempo. Ao contrário do PAI, Hospital da Criança e do Hcal, o Hospital de Emergência não passa por nenhuma obra de ampliação ou reforma. 

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