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O Tribunal Regional Eleitoral julgou improcedente o pedido de suspeição interposto pelo jornal O Tablóide, ligado ao ex-senador e candidato Gilvam Borges (PMDB), contra o juiz eleitoral Cassius Clay. O jornal e a coligação “A Força do Povo (PP, PDT e PMDB) queriam impedir que o magistrado continuasse julgando processos de interesse da coligação e do jornal.

A coligação alegou que o magistrado tem interesse particular nas ações por, supostamente, ser aliado do PSB. Além disso, a coligação e o jornal acusaram o juiz eleitoral de estar envolvido em possível fraude na eleição da OAB envolvendo a compra de votos. A Procuradoria Regional Eleitoral, do Ministério Público Federal, disse em seu parecer que não há provas de nenhuma das acusações.

O aparecer foi acatado pela juíza relatora Elayne Cantuária, e acompanhado por unanimidade pelos juízes do Tribunal. A juíza Elayne Cantuária argumentou que chegou a ouvir testemunhos da denúncia de compra de votos na OAB, mas concluiu que não há provas da fraude.

Pesquisa

No dia 17 de agosto, Cassius Clay determinou que a Polícia Federal investigasse a divulgação de uma pesquisa de intenção de votos encomendada pelo jornal O Tablóide ao Instituto RGC Borges, ambos ligados à família de Gilvam Borges. A pesquisa mostrava uma aferição feita em Santana.

O magistrado disse “haver indícios de crime de divulgação de pesquisa fraudulenta”. O juiz determinou a notificação de todos os veículos de comunicação, incluindo emissoras de rádio, televisão e jornais impressos.

O juiz ordenou ainda que todos os exemplares dos jornais que publicaram a pesquisa sejam recolhidos das bancas, sob pena de multa de R$ 50 mil. Duas empresas que editam jornais já foram multados em R$ 20 mil pelo descumprimento da primeira liminar. 

 

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