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A Polícia Militar fechou o balanço do fim de semana como um dos mais violentos do ano. Quatro homicídios foram registrados em Macapá e um no município de Amapá. O que mais chamou atenção envolve um policial militar. O caso aconteceu na madrugada de domingo, 31, no Conjunto Habitacional Macapaba. Este ano, o fim de semana mais violento foi em janeiro, quando seis homicídios foram contabilizados.

A primeira ocorrência foi registrada no sábado, 30, no bairro Universidade. Manoel Lacerda Francisco, de 46 nos, foi vítima de latrocínio. O segundo caso foi registrado no Conjunto Macapaba, durante uma discussão entre vizinhos. O policial militar Adalberto Júnior de Sá Neto atirou com uma pistola no peito de Clenildo Sales, de 34 anos, que morreu na hora. O PM ainda atirou na perna de Ildomar Silva Cruz. A terceira morte registrada também foi no bairro Universidade. Élder Ferreira Corrêa foi morto a facadas por menores não identificados. O quarto registro foi um acerto de contas no São Lazaro, Zona Norte de Macapá. O último caso registrado foi um latrocínio no município de Amapá.

Tenente Emerson Real

Tenente Emerson Real – Diretoria de Comunicação da PM

Segundo a polícia, foi um fim de semana atípico para esse período do ano. “Geralmente os maiores índices de homicídios são nos meses de janeiro, julho e dezembro. A maioria dos casos tem a ver com bebedeira”, acredita o tenente Emerson Real, da Diretoria de Comunicação da PM.

CASO DO MACAPABA

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Homicídio no Macapaba

O tiroteio promovido pelo policial militar no Macapaba matando uma pessoa e ferindo outra, foi o que mais chamou atenção. Segundo o Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes), o soldado Alberto Júnior Sá Neto estava na companhia de outras pessoas próximo ao Bloco 03 do residencial quando houve uma confusão. Ele sacou uma pistola 380 e disparou contra dois homens. Segundo a PM, o policial se entregou para uma guarnição da policia.

O militar prestou depoimento a Policia Civil e aguarda decisão da Justiça no quartel da Polícia Militar. “Paralelo a nossa sindicância vai ocorrer a investigação da Policia civil. Ele já confessou estar ingerindo álcool, mas o motivo ainda não está claro. Enquanto isso, ele ficará afastado das suas funções dentro da PM”, afirmou Emerson Real.

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