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A partir de terça-feira, 30, bancários entram em greve por tempo indeterminado no Amapá e em outras 10 capitais do país. A classe reivindica reajuste salarial de 12,5%, além de outros benefícios. A confirmação é do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Amapá (Sintraf-AP) que decidiu aderir ao protesto nacional depois de rejeitar a proposta de 7,35% dos banqueiros.

Segundo o sindicato, a greve tem apoio dos 700 bancários do Amapá, o que representa 100% da categoria. Apenas os caixas eletrônicos vão funcionar a partir deste terça-feira. Nem mesmo o correspondente bancário vai funcionar. Serviços de pagamento ou abertura de contas, empréstimo e saque na boca do caixa não vão funcionar.

A categoria reivindica reajuste de 12,5%, participação nos lucros e resultados do banco, vale alimentação e auxílios, fim das metas abusivas e assédio moral, mais contratações, fim das demissões e o piso salarial de R$ 2.979. Atualmente um bancário ganha R$ 1,568. “Nós pedimos à compreensão da população quanto aos serviços que não serão prestados. Caso você precise de dinheiro e não tenha no caixa, denuncie para o Procon. É obrigação do banco manter dinheiro no caixa”, argumentou o presidente do Sintraf-AP, Edson Gomes Azevedo.

A última greve dos bancários foi no ano passado. A categoria paralisou de 26 de setembro a 15 de outubro de 2013. Após 17 dias de greve ganharam um reajuste de 8% sobre o salário base e 8,5% no piso. Ainda segundo o presidente do sindicato, as 46 agências do estado são insuficientes para a demanda. “De acordo com o último senso, existem 700 mil habitantes no estado. Só em Macapá existem 39 agências que não dão conta de atender a população, muitos esperam mais de uma hora na fila para ser atendido. Queremos mais funcionários e condições para atender de forma mais rápida e com qualidade os clientes”.

 

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