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Guardas e inspetores municipais anunciaram paralisação por tempo indeterminado a partir de quarta-feira, 15.  A categoria é formada por 530 profissionais que ocupam 80 postos de trabalho. Eles reivindicam, além de outras coisas, melhores condições de trabalho e realização de concurso público. De acordo com o Sindicato dos Guardas e Inspetores Municipais de Macapá (Sigimma), o diálogo com a Prefeitura, apesar de tranquilo, não vem dando resultado.

A categoria também reivindica promoções, equipamento pessoal, curso para uso de armamento, pagamento de retroativo salarial, postos de trabalho com as mínimas condições e retroativo da data base. “Queremos o cumprimento da lei de promoção dos guardas e não podemos trabalhar em condições precárias”, comentou o presidente do Sigimma, João Avelar.

No dia 11 de agosto, a presidente Dilma Roussef sancionou o projeto de lei que regulamenta os estatutos das Guardas Municipais em todo o Brasil. A partir de então, os guardas passam a ter poder de polícia para averiguar suspeitos, autuar em infrações de trânsito e usar arma de fogo durante o serviço.

Segundo o Sindicato, os postos de trabalho estão deteriorados e o número de guardas é bem inferior à demanda do município. “Precisamos de 1.443 guardas para atender de forma satisfatória o município. Por isso, é preciso urgentemente a realização de concurso público, isso sem contar que 70% do efetivo tem idade superior a 45 anos”, afirmou o presidente do Sigimma.

De acordo com o comandante da Guarda Municipal de Macapá, Ruy Secco, o diálogo com a Prefeitura está ocorrendo de forma pacífica e tudo indica que a paralisação será temporária. “Amanhã vamos paralisar, mas em conversa com a Prefeitura decidimos reavaliar o edital de promoção, já que alguns guardas antigos se sentiram prejudicados. Não queremos causar transtornos, queremos apenas nossos direitos garantidos”, enfatizou o comandante.

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