Compartilhamentos

A Lei Eleitoral impede que um suspeito de pedofilia e que também se passa por policial civil seja preso. O homem, que diz ter 24 anos, usa pelo menos 4 identidades falsas. Conhecido inicialmente como Otávio Nascimento da Costa, ele foi um dos investigados na operação Sodomia, deflagrada no ano passado e tinha como objetivo combater o abuso sexual de menores.

De acordo com o Núcleo de Operações e Inteligência (NOI), Otávio costuma usar arma de brinquedo e roupa da Polícia Civil para cometer crimes. O estelionatário costuma postar fotos como se estivesse trabalhando no Ciosp do Pacoval.

De acordo com a investigação do NOI, Otávio também usa outros nomes como, Otávio Jordão da Silva Cardoso, Luís Otávio da Silva e Otávio Nascimento Cardoso. Segundo o NOI, Otávio foi indiciado por estupro de vulnerável há um ano e meio, consequência da Operação Sodomia.

Nos últimos meses a Polícia Civil recebeu denúncias de um homem que se passava por policial civil. Por meio de uma investigação que envolveu policiais de várias delegacias, foi descoberto que se tratava da mesma pessoa investigada na Operação Sodomia.

De acordo com o delegado Leandro Totino, do NOI, a polícia recebeu informações de que esse suposto policial postava fotos nas redes sociais, inclusive com arma em punho. “Juntamos todos os dados e descobrimos quem era a pessoa. Seis vítimas o reconheceram por estupro e uma por roubo. Além disso, ele já responde por estelionato. Já encaminhamos à Justiça o pedido de prisão preventiva, mas não podemos prendê-lo por causa da Lei Eleitoral”, disse o delegado.

O caso mais grave atribuído a Otávio foi o estupro de um menino de 13 anos. O crime aconteceu em 2012, e a vitima relatou a polícia que foi intimidada por ele com uma arma. O NOI acredita que alguns garotos estuprados tenham recebido entre R$ 60,00 e R$ 100,00 do pedófilo. Pelo menos 6 adolescentes tiveram envolvimento com Otávio. Ele será indiciado por estupro de vulnerável e falsidade ideológica.

Foto: Agência Amapá

 

Compartilhamentos