Compartilhamentos

Em junho de 2013, a população brasileira foi às ruas para mostrar indignação contra as formas de governo exercidas pelos diferentes modelos partidários existentes. Foi uma forma de mostrar que os meios usados para se governar estavam defasados e precisavam ser melhorados. Depois desse episódio, que levou milhares às ruas, alguns governos começaram a implantar modelos de administração com mais participação popular.

Secretário Claudiomar Rosa

Secretário Claudiomar Rosa

Foi com base nessa nova realidade que em Macapá a prefeitura colocou em prática o Congresso do Povo. Uma forma de consultar a população sobre as ações planejadas pela Prefeitura que vão atingir diretamente o munícipe. “Com esse discurso reunimos muitas pessoas no primeiro Congresso do Povo que aconteceu em 2013. A aceitação foi tamanha que decidimos destacar uma pessoa a cada grupo de 10 para se tornarem delegados. Hoje temos mais de 700 delegados”, explicou o secretário de Mobilização e Participação Popular, Claudiomar Rosa.

A mobilização em torno da reunião do congresso acontece com base nas premissas defendidas pela Executiva Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que destaca que é melhor errar com o povo do que errar sozinho. “Assim montamos essa força tarefa na qual a população é voz ativa e isso já rendeu dois Congressos do Povo. Toda essa mobilização deu vida a outro projeto que é chamado O Povo no Poder. Esse projeto prevê que as demandas que foram acordadas nos congressos sejam cobradas diretamente por meio de conselheiros escolhidos em cada bairro. Essas pessoas fiscalizam as atividades realizadas pela Prefeitura”, acrescentou o secretário.

Congresso do Povo no Distrito do Bailique

Congresso do Povo no Distrito do Bailique

Na tarde de terça-feira, 14, o projeto esteve no bairro Novo Horizonte, onde as demandas estão sendo atendidas em mutirões de atividades. “Uma prova do poder da fiscalização do povo aconteceu na construção do Posto de Saúde Marcelo Cândia, no Jardim Felicidade. As obras estavam paradas e precisávamos dar vida ao trabalho. Então abrimos todos os processos licitatórios para contratação de empresas e a população fiscalizou. Tudo que as empresas contratadas iriam fazer era repassado à população, que ficava incumbida de fiscalizar para ver se as obras estavam acontecendo como planejado”, exemplificou.

Hoje as atividades acontecem em sete frentes de trabalho que vão desde uma simples limpeza de praça até a operação tapa buracos. Tudo tendo a fiscalização direta da população que pela proximidade está verificando cada ação, evitando assim que o dinheiro público seja desperdiçado.

Compartilhamentos