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Mais de 400 pescadores do Município de Ferreira Gomes, que fica a 130 quilômetros de Macapá, interditaram na manhã desta sexta-feira, 3, a BR-156 para protestar contra a morte de peixes no Rio Araguari. A Colônia de Pescadores exige acesso ao laudo da empresa para saber o que realmente está matando os peixes. Além disso os pescadores querem uma reparação de danos por conta dos prejuízos que estão tendo. Essa é a terceira vez em menos de três meses que aparecem peixes mortos no Rio Araguari

O protesto aconteceu na entrada do município. Os manifestantes não deixaram ninguém passar, o que causou uma fila de carros de aproximadamente 1 quilômetro. A Polícia Rodoviária Federal foi chamada para negociar a liberação da rodovia, que só aconteceu no início da tarde.

Fila de 1 quilômetro se formou por conta do protesto

Fila de 1 quilômetro se formou por conta do protesto

Os pescadores alegam que um óleo da Usina Hidrelétrica de Ferreira Gomes está sendo despejado no Rio Araguari causando a morte dos peixes, mas isso não foi comprovado. No mês passado fiscais do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) concluíram um laudo técnico sobre o assunto. De acordo com a análise do Imap, a causa da morte dos peixes é resultado da não-oxigenação da água do rio, que por sua vez é causada pela sedimentação de plantas no fundo do Araguari.

Mas para os pescadores e moradores de Ferreira Gomes não é isso que acontece. “Todos os dias aparecem peixes mortos. Hoje mesmo, apareceram dezenas. Enquanto a empresa e o município não se posicionarem em relação a isso, vamos continuar protestando”, disse a presidente da Colônia de Pescadores de Ferreira Gomes, Benedita Tavares.

Segundo Benedita, a situação está delicada. Ela diz que a água do rio está com mau cheiro e agora estão aparecendo também tracajás e arraias mortas. “Ninguém pode pescar e muito menos vender os peixes. Por causa disso exigimos que a empresa pague por esses prejuízos. Queremos algo que amenize a situação dos pescadores de Ferreira Gomes que estão sem trabalhar”, frisou.

 

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