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Entre as pessoas presas no Amapá na Operação “Dark Net”, desencadeada na última quarta-feira, 15, pela Polícia Federal (PF), está um menor de idade. De acordo com as investigações, ele aparecia nos fóruns de reuniões entre produtores de vídeos pornográficos infantis. O jovem morador de Santana foi entregue à Polícia Civil, que tem a legalidade sobre os casos de infrações cometidas por menores de idade.

As investigações feitas pela PF na Deep Web, um sistema que mascara os endereços de computadores que produzem conteúdos ilegais, encontrou duas pessoas do Amapá que trafegavam em fóruns de produtores de materiais de pornografia infantil. “As duas pessoas frequentavam fóruns de comunicações contidos dentro da rede escondida de computadores, como consumidores ou veiculando conteúdos de pornografia infantil”, contou o delegado responsável pela operação no Amapá, Alain Santos Leão.

Delegado Alain Leão, coordenou a operação no AP

Delegado Alain Leão, coordenou a operação no AP

Segundo Leão, as investigações começaram em 2012, quando a PF conseguiu ranquear fóruns e verificar que muitas pessoas do Brasil estavam dentro dessa rede de veiculação de pornografia infantil. O delegado ainda contou que a operação foi antecipada porque conseguiram interceptar uma mensagem de uma das pessoas investigadas, que informava que iria abusar da filha assim que a mesma nascesse.

Essa foi uma operação inédita. Nunca havia sido feita uma investigação por qualquer polícia brasileira dentro desse sistema escondido de navegação, que é feito em camadas para evitar que rastros sejam encontrados. “Eles usam um sistema chamado TOR, que é um uma forma de encobrir o IP e a ID dos computadores, que são como identidades de localização das máquinas. Assim, o computador não pode ser rastreado”, acrescentou o delegado.

Além do menor que foi apreendido, outra pessoa moradora de Macapá também foi detida para prestar esclarecimentos. Os dois acusados tinham acesso a materiais de pornografia infantil.

 

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