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Um sargento da Polícia Militar do Amapá foi preso em sua residência na tarde da última quarta-feira, 29, acusado de duplo homicídio. Segundo as investigações da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Decipe), Marlon Vilhena da Silva, de 32 anos teria perseguido e atirado contra dois irmãos depois de saírem de uma festa onde o PM prestava serviço de segurança. O militar, que já responde por outro homicídio, aguarda decisão da Justiça no Comando Geral da PM.

Delegada Maria Valcilene: sem dúvidas

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O duplo homicídio aconteceu dia 5 de agosto de 2013. De acordo com as investigações, os irmãos Edivanildo e Elediane Lobato Martins teriam saído de uma festa em uma casa noturna na Rodovia JK, onde o PM trabalhava. O crime aconteceu em frente à casa das vítimas, localizada na Rua Claudomiro de Moraes, no Bairro do Congós. Segundo a Polícia Civil, o PM teria seguido os irmãos e atirou contra eles quando entravam na residência.

Apesar de testemunhas do crime não terem reconhecido o PM, para a polícia não há dúvidas de que o sargento seja culpado pelo duplo homicídio. “Não temos a menor dúvida que foi ele quem matou. Apesar de negar o fato, o sargento afirma que nunca emprestou sua arma e que estava trabalhando no local da festa armado. Além disso, a perícia comprova que as balas saíam da arma dele”, disse a titular da Decipe, Maria Valcilene Mendes.

O PM já responde criminalmente por outro homicídio que teria acontecido na frente da casa de show um mês antes da morte dos irmãos Martins. O motivo do crime não foi esclarecido. Para a delegada do caso, o crime não se configura abuso de poder, já que o acusado não estava de plantão como PM. “Como ele não estava trabalhando para a polícia não há um abuso de poder. Mas como ele é militar e já responde há outro crime, as acusações pesam ainda mais”, afirmou. Em casos como esse a pena é de 15 à 20 anos de prisão, mas como o acusado é militar, a pena pode ser maior.

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