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A Promotoria de Investigações Cíveis e Criminais (PICC) ofertou denúncia contra o presidente do Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM/AP), Dorimar Barbosa. Ele teria tratado com desrespeito médicos cubanos que participavam de um evento no auditório do CRM.

Segundo a denúncia, a atitude de Dorimar se configura como racismo por conta da nacionalidade dos médicos. “Há indícios claros da prática de crime de racismo em razão da origem estrangeira dos médicos que foram expulsos do local de forma humilhante”, destacou o promotor de Justiça, Eder Abreu.

O assessor jurídico do CRM, advogado Orestes Oliveira, informou que Dorimar Barbosa ainda não foi notificado oficialmente sobre as denúncias e que só vai se pronunciar sobre o assunto quando for informado da ação. A assessoria também destacou que a atitude do presidente do CRM foi mal interpretada. Em nenhum momento, diz o advogado, a expulsão dos médicos ocorreu por conta da nacionalidade deles, mas porque o evento não tinha autorização para acontecer.

O advogado do CRM declarou ainda que o presidente Dorimar Barbosa não esbravejou ou foi hostil com os médicos. “A retirada aconteceu porque o CRM estava de recesso e não tinha ninguém que pudesse dar assistência a organização do evento”, concluiu Orestes.

Segundo o MP, além do delito previsto no artigo 20 da Lei de Crimes Raciais, Dorimar Barbosa poderá responder por desacato e ameaça contra os médicos brasileiros presentes no local. 

 

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