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Cerca de 900 servidores efetivos do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira, 02. Eles não concordam com a medida adotada pelo tribunal que estabelece o aumento da jornada de trabalho de 6 para 8 horas diárias.

A proposta foi aprovada pelo Pleno do Tjap no dia 17 de setembro. De acordo com os desembargadores, a jornada de trabalho pode aumentar para 8 horas diárias porque o atendimento ao público será ofertado nos dois turnos. Atualmente, quem precisa dos serviços da Justiça, só consegue atendimento de 7h30 às 15h30. “Nós paralisamos para expressar nosso repúdio contra essa medida. A categoria fez uma paralisação de advertência hoje, mas isso é um indicativo de greve”, ameaçou o secretário do Sindicato dos Servidores da Justiça do Amapá (Sinjap), Hermínio Vasconcelos.

Hermínio Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Servidores do Tjap

Hermínio Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Servidores do Tjap

O presidente do Tjap, desembargador Luiz Carlos Gomes, emitiu nota explicando que “o horário do expediente continua inalterado. A proposta aprovada pelo Pleno ainda será transformada em Projeto de Lei que vai ser submetido à Comissão de Reengenharia. Essa comissão vai fazer estudos sobre os impactos econômicos e sociais. Só então será levado à análise do Pleno Administrativo do Tjap, que pode ou não aprovar o projeto”, esclareceu.

Os servidores ainda reivindicam a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Mas o que incomoda mesmo a classe é a pressão do Tjap sobre a mudança da jornada de trabalho. “Nós exercemos um trabalho de extrema pressão da corregedoria, juízes, advogados e jurisdicionados. Trabalhamos à base de muita pressão pela natureza do serviço. Na nossa classe muitas pessoas estão adoecendo por causa disso, e ainda querem aumentar nossa jornada”, reclamou a servidora, Rosane Malafaia.

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