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Cerca de 50 vigilantes da empresa LMS ocuparam na tarde desta quinta-feira, 16, o salão de entrada da Secretaria Estadual de Educação (Seed). A Polícia Militar foi chamada para impedir que os manifestantes invadissem as dependências administrativas da secretaria. Os vigilantes cobram dois meses de salários atrasados.

Os trabalhadores contam que estavam com três meses de salários atrasados, mas receberam o pagamento referente ao mês de julho com recursos da própria empresa. “O atraso, segundo a empresa, ocorre porque não houve repasse do pagamento dos contratos entre o governo e a LMS”, explicou um dos representantes da categoria, José Maria dos Santos.

Vigilantes dizem que vão continuar protestando até receberem seus salários

Vigilantes dizem que vão continuar protestando até receber seus salários

Além dos salários, os vigilantes querem uma definição sobre a manutenção ou não dos contratos com a empresa. “Por conta dessa indefinição ficaremos por tempo indeterminado tentando um diálogo com o governador para sabermos dele qual é a história real sobre os contratos e como fica a nossa situação”, conclui o vigilante.

José Maria, um dos representantes da categoria

José Maria, um dos representantes da categoria

A Assessoria de Comunicação da Seed informou que diferentemente do que está sendo defendido pelos vigilantes, o atraso no repasse para a LMS é referente apenas ao mês de agosto, que seria o último mês de validade do contrato do governo com a LMS. E que o mês de setembro que está sendo cobrado pelos trabalhadores deve ser arcado pela empresa de vigilância. A Seed informou ainda que quer pagar o mês em atraso diretamente para os vigilantes. Para isso está pedindo informações junto a Secretaria Estadual de Administração (Sead) sobre quais os meios de fazer o pagamento em juízo.

A assessoria jurídica da LMS informou que os vigilantes continuam nos postos, pois enquanto a Seed tem uma liminar do juiz Paulo Madeira, a empresa tem quatro decisões que anulam o parecer do magistrado, uma que inclusive suspende todos os processos contidos contra a empresa na 6ª Vara Cível de Macapá. Tal decisão é do juiz Guilherme Lages, que está respondendo pelo desembargo no Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) no lugar de Gilberto Pinheiro. A empresa também vai acionar a Justiça para receber os repasses pendentes.

Texto e Fotos: Anderson Calandrini

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