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Nesta sexta-feira, 07, o Instituto de Poéticas Visuais da Amazônia (Imazônia) fará sua primeira exposição como grupo consolidado juridicamente. A abertura da exposição denominada “Fragmentos da Amazônia”, é baseada na Ecoarte, que utiliza materiais alternativos (industrializados ou naturais) como sucatas e outros resíduos descartáveis. O evento, que ressalta a preocupação ecológica e suas consequências sociais, acontece às 19 horas na Galeria Antônio Munhoz Lopes, no Sesc Araxá.

Cerca de 20 artistas participam da exposição

Cerca de 20 artistas participam da exposição

O grupo foi formado pelos ex-professores da Escola de Artes Cândido Portinari Isaias Brito, Josué Rodrigues, Ronne Dias, Roque Brandão e Adalto Pinheiro, que sem formação acadêmica acabaram perdendo o emprego pela necessidade de diploma exigido para ministrar as aulas. “E como nos vimos sem um espaço que garantisse as nossas pesquisas históricas e técnicas, tivemos que buscar outros meios de sobrevivência sem deixar de lado a criação artística que trazemos. Assim surgiu o nosso grupo de forma independente”, contou Isaias Brito, um dos fundadores do Imazônia.

Isaias Brito preparando o trabalho para exposição

Isaias Brito preparando o trabalho para exposição

Nascia assim no dia 16 de outubro de 2010 o grupo Imazônia, que faz alusão às imagens da Amazônia criadas pelos artistas que baseiam suas obras nas paisagens e traços das florestas e do Amapá histórico. “Logo vimos que o grupo poderia vingar. Então começamos uma nova etapa. Passamos a ministrar aulas para pessoas interessadas, garantindo assim a disseminação das técnicas e o crescimento do nosso grupo, que hoje conta com 20 artistas. Todos têm participação nessa exposição”, acrescentou Isaias.

Trabalho intenso nos dias que antecedem a exposição

Trabalho intenso nos dias que antecedem a exposição

Para o grupo a realização dessa exposição é um marco na história do Imazônia, que pela primeira vez vai expor como um grupo consolidado juridicamente. “Durante anos tivemos de buscar espaços alternativos para expor nossas obras, que vão desde imagens históricas de Macapá até o retrato da natureza amazônica. Hoje temos respaldo jurídico para buscarmos editais locais e nacionais e assim podermos levar nosso trabalho para fora do Estado”, concluiu o artista.

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