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A assessoria do deputado estadual eleito em outubro, Pedro da Lua (PSC), divulgou contestando informação divulgada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Estado (Sejusp) dando conta de que ele é alvo de investigação. Segundo a Polícia Civil, alguns cabos eleitorais do deputado fariam parte de uma quadrilha que agia no Detran e no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Pedro da Lua foi eleito em outubro com 4.168 votos. Formou-se politicamente no movimento estudantil, tendo passado pela direção da União dos Estudantes Secundaristas do Amapá (Ucesa), onde se consolidou como liderança estudantil. Sempre envolvido em polêmicas, da Lua conduziu durante ano a apresentação de programas de rádio e televisão.

Numa operação realizada na segunda-feira, 24, pela PC, vários suspeitos foram presos. A Polícia Civil não chegou a divulgar o nome do deputado eleito Pedro da Lua, mas afirmou que havia o “possível envolvimento de um deputado estadual eleito”. Depois da repercussão nas redes sociais, Da Lua decidiu divulgar uma nota afirmando que não é alvo de investigação na Polícia Federal ou no Ministério Público Eleitoral.

Na nota ele elogia o trabalho da Polícia Federal durante as eleições, e se coloca à disposição para maiores esclarecimentos. A Polícia Civil afirmou que vai encaminhar denúncia contra o deputado ao MPE. Abaixo, a nota divulgada pela assessoria do parlamentar.

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

O deputado estadual eleito Pedro da Lua vem a público esclarecer sobre a citação de seu nome em suposta investigação eleitoral, realizada pela Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP).

O deputado eleito recebeu com surpresa a notícia, pois como é sabido, não é prerrogativa da Polícia Civil realizar esse tipo de investigação, devendo qualquer ação nesse sentido ser tomada pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Eleitoral.

Ademais, a Polícia Federal, que realizou um trabalho notável neste pleito, a fim de coibir abusos eleitorais, não tem qualquer processo de investigação eleitoral contra o deputado eleito, tampouco existem processos dessa natureza em curso, tanto no TRE quanto no TSE.

Pedro da Lua ressalta que procurou fazer uma campanha limpa, dentro das regras eleitorais, e lamenta que o delegado titular da DCCP tenha divulgado o nome do deputado eleito, em processo onde ele é sequer investigado.

Por fim, se coloca a disposição para prestar todos os esclarecimentos.

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