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Mais 21 brigadistas viajam na manhã desta terça-feira, 11, para ajudar a controlar o incêndio na Reserva Biológica do Lago Piratuba, no município de Amapá. O fogo iniciou há uma semana e 28 brigadistas já estão no local lutando contra as chamas. A situação é considerada grave pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente(Ibama). Um helicóptero será usado no combate ao incêndio.

Resultado do do último incêndio na reserva que aconteceu em 2012

Resultado do último incêndio na reserva que aconteceu em 2012

O último incêndio na unidade foi registrado em 2012 na reserva e destruiu 17 mil hectares de vegetação. Cerca de 600 homens combateram por quase dois meses as chamas. No caso de 2012, analistas do Ibama afirmam que pecuaristas fizeram queimadas ilegais provocando o incêndio. A Reserva do Lago Piratuba existe há mais de 15 anos e possui 357 mil hectares.

Segundo o Ibama, a partir desta terça-feira a frente de combate ao incêndio terá cerca de 60 pessoas entre técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), soldados do Exército, bombeiros militares e brigadistas. O helicóptero deve chegar ainda esta semana a Macapá. A aeronave deverá fazer um sobrevoo no local e analisar a extensão exata do incêndio. “Como ainda não temos a noção exata da área atingida estamos mandando mais brigadistas para a reserva. Em casos como esse a floresta sofre os impactos mais variados possíveis e imagináveis. O incêndio destrói a vegetação e muda o clima da região”, destacou o coordenador da PREVFogo, Leozildo Benjamim.

Leozildo Bnajamim, coordenador do PREVFogo

Leozildo Bnajamim, coordenador do PREVFogo

Na manhã da última segunda-feira, 10, técnicos do órgão se reuniram para traçar estratégias de combate ao incêndio. Foi definido que o mesmo processo utilizado no último incêndio será usado agora, que é a técnica das trincheiras. As valas isolam as chamas de áreas não atingidas. “A abertura de trincheiras evita que as chamas alcancem áreas maiores. Numa segunda etapa combatemos o fogo no local que já foi delimitado. É um trabalho árduo e braçal podendo demorar semanas e até meses”, explicou o analista do ICMbio, Pedro Santiago.

Os biólogos afirmam que um ecossistema devastado por incêndios demora em média cinco anos para começar a se recompor com nascimento de vegetação e a reprodução de animais, e 20 anos para conseguir uma atividade normal de fauna e flora.

 

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