Compartilhamentos

Michel da Silva Lisboa, de apenas 2 anos de idade, luta contra o tempo para recuperar a visão do olho do esquerdo, que perdeu depois de ter caído em cima de um copo de vidro há dois meses. O copo quebrou e um pedaço cortou o globo ocular da criança. Segundo a mãe do menino, Jéssica da Silva, o quadro é reversível, desde que Michel consiga chegar a tempo em um hospital especializado no Sul do País. Se não conseguir, ele terá que usar um olho de vidro para o resto da vida.

Michel perdeu a visão do olho direito após um acidente doméstico (2)Desde a época do acidente, Jessica corre contra o tempo para levar o filho para um especialista fora do Estado. “Em Macapá meu filho passou por duas cirurgias. Em uma delas foi constatado que houve vazamento no globo ocular e ele perdeu totalmente a visão. Agora temos que levá-lo para fora do Estado, pois só assim podemos lutar para que ele volte a enxergar”, contou Jéssica.

 Michel precisa fazer a reconstrução da pálpebra e da córnea para poder enxergar novamente. “O médico que indicou o tratamento fora do Amapá, disse que até os oito anos meu filho terá que usar três próteses. A primeira agora para começar o tratamento. Porém, como a córnea de uma criança fica em constante mudança, aos cinco anos será necessária outra prótese, que deve ser substituída aos oito anos para garantir o sucesso no tratamento”, explicou a mãe do menino.

A família tentou a transferência de Michel através do Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD) do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não conseguiu agendamento. Agora a mãe de Michel está realizando rifas e brechós para levantar o dinheiro para fazer o tratamento em um hospital particular. Ele precisa fazer uma consulta de avaliação até o mês que vem.

Outro brechó acontece neste sábado, 22, em frente ao Banco do Brasil localizado nas proximidades do Parque do Forte, de 8h às 17h. “Conseguimos várias doações de roupas que serão vendidas a preços baixos para levantarmos parte do dinheiro necessário para o tratamento em outro Estado”, concluiu Jéssica.

Compartilhamentos