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A febre conhecida num dialeto africano como “aquele que se dobra”, em função das fortes dores musculares que provoca, disseminou-se pelo município de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. Segundo o deputado estadual Dr. Furlan (PTB-AP), que esteve no último fim de semana no município de Oiapoque, 40% dos atendimentos do hospital do município são em pessoas que estão com a febre chikungunya. “Nós estamos à beira de uma grande epidemia da chikungunya no Amapá, e o Oiapoque é a porta de entrada dessa febre para o Brasil. Uma das medidas que o município tomou foi decretar estado de emergência. O pior de tudo é que as medidas que já foram tomadas não estão surtindo o efeito desejado”, afirmou o deputado.

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Segundo o médico, 40% dos atendimento em unidades de saúde são de pessoas com a doença

Apesar de a febre Chikungunya não oferecer alto risco de morte aos pacientes, ela é uma doença incapacitante. As pessoas contaminadas podem ter prejudicados os movimentos das articulações, além de sentir os efeitos da doença por meses ou até anos.

A maior preocupação do deputado Dr. Furlan é que essa situação poderá se agravar com o período chuvoso, que inicia em dezembro. “Na época das chuvas, se nada for feito, esse problema vai agravar. Por isso questiono o que está sendo feito para resolver essa situação. Sei que feita uma ação emergencial, mas ela não resolveu”, questionou o deputado.

Uma das proposições do deputado para resolver o problema é realizar uma ação de limpeza e barreira em Oiapoque. “Algo tem que ser feito e imediatamente, porque o Oiapoque está sendo a porta de entrada dessa febre, não só para o estado do Amapá como também para o Brasil”, finalizou.

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