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Uma família de Pedra Branca do Amapari passou por duas grandes situações de sofrimento: a primeira foi ver o filho de 26 anos assassinado. Depois foi a vez de enfrentar a via crucis para conseguir a liberação do corpo na Polícia Técnica do Amapá (Politec).  O cadáver só foi liberado nesta quinta-feira, 20, uma semana depois da morte. Como o corpo estava em local sem refrigeração, acabou indo direto para o enterro.

Amigos e parentes vieram em um ônibus para o enterro. Família ter velado o corpo do filho

Amigos e parentes vieram em um ônibus para o enterro. Família ter velado o corpo do filho. Foto: Anderson Calandrini

Com o atraso e o estado do corpo, já em decomposição, a família não pôde mais fazer o velório. “Tivemos que vir hoje para conseguir liberar o corpo de meu filho que não estava em um ambiente refrigerado está em decomposição” contou o pai do jovem, José Dias, que não soube explicar porque da demora na liberação do corpo do filho.

Amigos e parentes seguiram com o corpo até o cemitério São Francisco, na BR-210, onde foi realizado o sepultamento sem muita demora. “Isso é uma falta de respeito com todos, pois além do corpo de meu filho, outros estão em cima de uma mesa, em uma sala sem a menor condição de conservar os corpos. Nos passaram que não há mais espaço nas geladeiras”, concluiu o José.

O diretor da Politec, Odair Freitas, disse que dois corpos chegaram à Politec esta semana já em decomposição. Ele informou que irá checar o que teria ocorrido neste caso. 

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