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A Delegacia de Trânsito intensificou as investigações para localizar  o motorista que fugiu numa L200 depois de atropelar Elpídio Vilhena Amanajás, de 72 anos, na segunda-feira, 17. Seu Xavier, como é conhecido, está internado em estado grave no Hospital São Camilo. Por enquanto, a polícia trabalha apenas com a marca e a cor do carro, já que as câmeras da rua onde aconteceu o atropelamento não gravaram a placa do automóvel.

Delegado Ronaldo Coelho

Delegado Ronaldo Coelho

O atropelamento aconteceu por volta das 7 horas da manhã quando seu Xavier caminhava até uma casa lotérica para pagar umas contas. O veículo vinha na contramão e o motorista fugiu sem prestar socorro. Seu Xavier trabalhou como cozinheiro nos navios da extinta Superintendência de Navegação do Amapá (Senava) e Guarda Territorial. Ele também foi responsável pelo almoxarifado da residência oficial do então governador Janary Nunes.

Segundo a polícia, um mototaxista chegou a seguir a L200, mas até o momento, ninguém prestou depoimento na delegacia. “Pedimos a todos, inclusive a esse mototaxista que seguiu o carro, que venha a delegacia prestar depoimento. Garantimos o anonimato de quem se dispuser a colaborar. E pedimos também ao culpado que se entregue, porque se o encontramos vai ser pior pra ele, ou ela”, declarou o titular da Delegacia de Trânsito, Ronaldo Coelho.

José manajás, filho de "Seu Xavier"

José manajás, filho de “Seu Xavier”

A polícia já solicitou todas as gravações de câmeras das ruas Henrique Galucio e Jovino Dinoá, por onde o carro passou depois do acidente. Para a família encontrar o causador do acidente é uma questão de justiça. “Nós queremos justiça pela vida do meu pai. Se essa pessoa tivesse socorrido, meu pai poderia estar bem melhor de saúde. Nós sabemos que acidentes acontecem, mas deixar uma pessoa sem socorro é falta de compaixão”, disse o filho de seu Xavier, José Roberto de Lima Amanajás, de 41 anos. 

 

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