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Hoje 6% da população amapaense são pessoas acima de 60 anos, isso representa cerca de 45 mil idosos. Esses dados colocam o Amapá entre os estados com população ainda jovem. Porém, isso não que dizer que o Estado não siga a tendência nacional, de que o Brasil está caminhando para ser um país com a maioria populacional de adultos e idosos. Uma teoria defendida há 50 anos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E o IBGE já prevê em termos percentuais que em 2025 o número de idosos chegará a 32 milhões no Brasil.

Profissionais de saúde em atividades com idosos no Sesc

Profissionais de saúde em atividades com idosos no Sesc

Essa realidade é acompanhada de perto pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), que está realizando pela primeira vez no Amapá um seminário voltado para o envelhecimento ativo e a saúde dessa parcela da população. “O Programa de Atendimento ao Idoso feito pelo Sesc Nacional, localizado no Rio de Janeiro, realiza atividades voltadas para o envelhecimento ativo há 50 anos, sempre disseminando por todos os Estados a necessidade de uma atenção especial aos idosos”, disse a representante do Sesc Nacional, Clotilde Maia.

Clotilde Maia, do Sesc Nacional

Clotilde Maia, do Sesc Nacional

O caminho seguido pelo Sesc com debates e ensinamentos sobre o envelhecimento ativo já aconteceu em quase todos os Estados, e o Amapá é o penúltimo na Região Norte a receber os profissionais de saúde. “O primeiro seminário nesse sentindo aconteceu na Região Norte em 2007 em Rondônia. Desde então todos os Estados estão unindo forças através dos seminários de envelhecimentos ativos para buscar mais qualidade de vida a pessoa idosa”, acrescentou Clotilde.

O projeto segue uma tendência que acontece nos países da Europa, onde o crescimento econômico fez com que o número de pessoas idosas e adultas seja bem superior ao de jovens. Isso provoca a criação de políticas públicas nas áreas de saúde e educação, já que o idoso passa a ser maioria. “Essa é uma tendência baseada no crescimento econômico, pois quanto mais cresce o poder aquisitivo das pessoas e a escolaridade, o número de natalidade diminui. Consequentemente, aumenta no número de idosos”, afirmou o coordenador de Disseminação de Informações do IBGE Amapá, Joel Silva.

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