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Quem costuma trafega pelo trecho sul da BR-156 reclama da demora dos serviços de recuperação da ponte sobre o Rio Vila Nova, próximo a localidade de Camaipi. A ponte passa por reformas desde o dia 10 deste mês, quando foi interditada pela Secretaria de Transporte (Setrap) por não oferecer condições de segurança. O prazo de recuperação da ponte termina amanhã, mas os moradores da região já não aguentam mais esperar.

O transtorno é maior para quem viaja com destino aos municípios de Laranjal e Vitória do Jari.  A ponte já está concluída até a metade do rio. Mas do outro lado, a travessia de pessoas e mercadorias é feita em cima da armação. “Pra eu pegar um carro do outro lado, eu tenho que me ariscar a andar nessa madeira estreita, carregando minhas coisas e ainda segurando na mão do meu marido. Já é a segunda vez que passo por aqui. Quando isso termina?”, questionou a comerciante Maria Rosa Medeiros, de 48 anos.

Metade da ponte está pronta. O problema é do outro lado

Metade da ponte está pronta. O problema é do outro lado

As pessoas que precisam passar pela ponte em construção correm o risco de sofrer algum acidente. É que não existe ninguém para auxiliar na passagem, além dos próprios trabalhadores do local. O maior perigo é durante a noite, quando as pessoas precisam carregar suas malas e atravessar no escuro, já que o local não possui nenhuma iluminação.

Pessoas correm risco de sofrer acidente

Pessoas correm risco de sofrer acidente

Outros motoristas optam enfrentar a travessia sobre o rio Matapi por balsas. Empresas de ônibus também fazem o mesmo trajeto. A reclamação gira em torno da demora na entrega da ponte. “É a única maneira de chegar do outro lado. Além de ser perigoso, principalmente a noite, é desgastante. Quando isso vai terminar já que essas obras não andam”, reclamou Hernande de Oliveira, morador de Laranjal do Jari.

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