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Se prosperarem as ações interpostas pela Procuradoria Eleitoral do Ministério Público Federal contra o governador eleito, Waldez Góes (PDT), e o atual governador, Camilo Capiberibe (PSB), poderá haver uma nova eleição no Amapá. A informação é do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Raimundo Vales.

 Em caso de cassação de candidaturas ou diplomas por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação, como sustentam os procuradores, o terceiro colocado na eleição, Lucas Barreto (PSD), que teve 14% dos votos, não poderia assumir. “Porque com a possível cassação de Waldez e Camilo seriam anulados mais de 50% dos votos”, explicou o presidente do TRE.

O prazo para a realização de uma nova eleição seria de noventa dias. O site SelesNafes.Com ouviu vários juristas a respeito do assunto, e todos consideraram que as chances de os dois serem cassados ao mesmo tempo é pequena. “Vai depender muito do entendimento do juiz e depois dos colegiados que irão julgar os recursos”, comentou um advogado, referindo-se à situação de Waldez Góes que seria a menos crítica entre os denunciados.

Outros políticos denunciados pela PRE

Outros políticos denunciados pela PRE

 

Segundo denúncia da PRE, Waldez teria sido beneficiado pelo apoio explícito, contínuo e extensivo dos veículos de comunicação pertencentes ao Sistema Beija-Flor, grupo dirigido pela família Borges. “Acho mais frágil essa denúncia contra Waldez porque ele não tem vínculo formal com os veículos”, avalia um advogado. Os procuradores também pediram a cassação e inelegibilidade por 8 anos do ex-candidato ao Senado, Gilvam Borges (PMDB), e do deputado federal eleito, Nilson Borges, o Cabuçú (PMDB).

Já a situação de Camilo Capiberibe é mais complicada. Pesam contra ele denúncias de coação de servidores do Corpo de Bombeiros Militar,  Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Agência de Fomento (Afap), Companhia de Eletricidade (CEA), Departamento Estadual Trânsito (Detran) e na prefeitura de Macapá, hoje comandada pelo Psol, partido de seu candidato a vice, Rinaldo Martins. Ele e o vice de Waldez,, Papaléo Paes, também são afetados pelas ações dos procuradores.

Militares do Corpo de Bombeiros foram convocados por superiores a uma convenção do PSB. No Bope, policiais foram transferidos para outros batalhões por não manifestarem apoio a Camilo, narra uma das ações.

A OAB criticou o que chamou de precipitação dos procuradores. “As ações são importantes, mas se não forem revestidas de provas contundentes só causam instabilidade desnecessária. Acho que houve precipitação”, comentou o presidente da OAB, Paulo Campelo. 

A assessoria do governador eleito, Waldez Góes, disse que ele só se pronunciará depois que houver notificação oficial do Judiciário. A assessoria de Camilo Capiberibe disse que ele ainda irá se manifestar sobre o assunto.

 

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