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O governador Waldez Góes (PDT), duas deputadas estaduais e um deputado federal estão sendo acusados de compra de votos e abuso de poder nas eleições passadas pela Procuradoria Eleitoral do Amapá.  Nesta nova ação, os procuradores pedem a cassação dos diplomas por compra de votos. São alvos da ação as deputadas estaduais Edna Auzier (Pros) e Marília Góes (PDT), e o deputado federal Vinícius Gurgel (PR).  

Vinícius Gurgel: acusação de compra de votos em Laranjal do Jari

Vinícius Gurgel: acusação de compra de votos em Laranjal do Jari

A PRE ingressou com a ação no dia 18 de dezembro. Uma militante de campanha do PDT, identificada como Ana Luzia Gibson de Souza, segundo o processo, teria prometido a inclusão de famílias do Distrito de Fazendinha no Programa Renda Pra Viver Melhor, desde que elas votassem no então candidato Waldez Góes.

O vereador José Maria Bezerra, de Laranjal do Jari, teria pago R$ 100 para cada eleitor que votasse em Waldez Góes, Vínicius Gurgel e Edna Auzier. Na casa do vereador, conhecido em “Zezão”, foram apreendidos materiais que, segundo a PRE, caracterizariam compra de votos, entre eles uma lista com nomes de filiados a uma associação de mototaxistas e as seções eleitorais onde eram lotados.

Além da cassação do diploma, a PRE quer a inelegibilidade por oito anos de  todos os acusados na ação que tramita no Tribunal Regional Eleitoral. No caso de Waldez Góes, é a segunda ação do tipo movida pelo Ministério Público Federal.

Edna Auzier: votos por R$ 100

Edna Auzier: votos por R$ 100

Na primeira ação, também interposta em dezembro, ele e o ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) também são acusados de abuso de poder.  Waldez teria sido beneficiado pela rede de emissoras de rádio e televisão do Sistema Beija-Flor, ligado à família do ex-candidato Gilvam Borges (PMDB), que também está sendo processado. Camilo Capiberibe teria coagido servidores públicos a apoiá-lo.

A assessoria do governador Waldez Góes ficou de emitir uma nota a respeito do assunto ainda na manhã desta terça-feira, 13.

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