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Com apenas oito veículos funcionando, a Policia Técnico-Científica do Amapá (Politec) está com as atividades comprometidas. Até o carro tumba que atendia Macapá está parado no pátio. Foi necessário trazer para a capital o veículo que atende o município de Oiapoque, a 600 quilômetros de distância. Outros 22 veículos estão na oficina sem data para sair.

O novo diretor da Politec, Salatiel Guimarães, contabiliza outros problemas. “Contamos com apenas 12 médicos legistas, sendo que cinco não fazem plantão. Assim, os plantões são divididos entre sete profissionais. O resultado disso é que não há atendimento durante a madrugada porque precisamos dar folga para o pessoal”, explicou.

Hoje a Politec não consegue atender normas simples que regem o IML. “De acordos com as normas, temos até 6 horas para realizar a remoção de corpos. Mas como não há pessoal, em alguns momentos que não conseguimos cumprir a norma. Esse problema que só será resolvido quando os carros voltarem a funcionar e seja realizado concurso público”, avaliou Salatiel.

A situação fica ainda mais grave com a falta de câmaras frigoríficas. Das 14 existentes duas não funcionam. É que o sistema de elétrico do prédio da Politec não suporta o uso de todas elas. Isso gera falta de espaço quando a demanda está alta.

Salatiel ainda destacou outro problema. Durante o ano de 2014 vários equipamentos de ponta foram entregues aos peritos, através de convênios com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). O caso é que nenhum equipamento está com processo de manutenção licitado. Isso, segundo o diretor, pode gerar problemas no futuro, quando os equipamentos pedirem manutenção.

Para tentar atender as demandas, a direção da Politec informou que está realizando levantamento dos déficits, para em seguida buscar as soluções.

 

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