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A Polícia Militar prendeu na noite passada e madrugada desta terça-feira, 27, dois criminosos que respondem a processos e não deveriam estar transitando depois das 22 horas em via pública, uma determinação judicial bastante comum depois de acordos com advogados dos acusados. Mas o descumprimento dessas regras também é bastante comum, e em muitos casos os suspeitos aproveitam a falta de fiscalização do Judiciário para cometer crimes. Um dos suspeitos preso é acusado de participar de assalto com reféns, mas passeava com tranquilidade.

José Renan da Luz dos Santos, de 20 anos, estava caminhando pela Avenida Acre, no Bairro do Pacoval, às 00h36min, quando foi abordado por uma guarnição do 6º Batalhão da PM. Ao verificar a situação do suspeito, foi constatado que ele estava no chamado “fora de hora”. A PM não informou em que assalto com reféns Renan é acusado.

Antes disso, em outro caso, a polícia também já tinha prendido outro suspeito na mesma situação, desta vez na Rua Beira Rio, no Bairro do Araxá, por volta das 22h34. Aldair Costa Pinheiro, também de 20 anos, estava caminhando fora de hora.

O Judiciário em vários estados, como Piauí e Paraná, já adota há alguns anos o uso de “tornozeleiras” com chips para monitorar o comportamento de acusados que respondem a crimes, ou então que já possuem condenações e ganham o direito ao livramento condicional. Apesar de falhar não conter os criminosos em 100% dos casos, o instrumento já é considerado um eficiente instrumento de inibição. 

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