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Belém e Macapá iniciaram uma disputa no campo político e comercial para ver de qual cidade partirá um voo comercial direto para Caiena, na Guiana Francesa. Nessa “briga”, o Amapá ficou em desvantagem depois que o governo do Pará ofereceu incentivo fiscal para companhias interessadas em explorar este e outros trechos regionais partindo de Belém. Uma articulação política tem boas chances de reverter a situação.

Altair Pereira, presidente da Acia, tenta costurar acordo

Altair Pereira, presidente da Acia, tenta costurar acordo

A empresa mais interessada em explorar o trecho para Caiena é a Azul Linhas Aéreas, que já faz rotas para Macapá. A companhia chegou a solicitar ao governo amapaense a redução de ICMS para a aquisição de combustível das aeronaves. “Isso já era pra estar resolvido. Desde 2012 tenho provocado o governo do Estado para que faça a redução tributária. Isso é um pleito da Azul e de outras companhias aéreas. Até então, o governo foi insensível. Vamos reiterar o pedido ao novo governo”, comentou o senador Randolfe Rodrigues (Psol).

A Azul já tinha desistido de ter um acordo com o Amapá, principalmente depois da oferta do governo do Pará de reduzir em 50% o ICMS para as empresas aéreas. Mas a Câmara do Comércio da Guiana aceitou uma provocação feita recentemente pela Associação Comercial e Industrial do Amapá (Acia) e decidiu reabrir o debate, por entender que seria mais interessante ter o voo partindo de Macapá, até pela aproximação entre as duas regiões e o interesse econômico em comum.

Randolfe Rodrigues: "Redução tributária é um pleito da Azul e de outras aéreas"

Randolfe Rodrigues: “Redução tributária é um pleito da Azul e de outras aéreas”

Na Guiana, é a Câmara do Comércio que detém o gerenciamento sobre o aeroporto de Caiena. “O presidente da Câmara me disse que se o voo partir daqui de Macapá, todas as taxas do aeroporto serão reduzidas para a companhia. Se o governador aqui reduzir o ICMS será mais um incentivo”, comentou o presidente da Acia, Altair Pereira.

Além dessas facilidades, a economia do Amapá ganharia mais do que perderia com redução tributária para as aéreas. “A venda de querosene de avião não representa quase nada para os cofres do Estado. Em contrapartida, para as companhias aéreas essa redução representaria mais opções de voo, redução dos preços de passagem, movimento no aeroporto”, comentou Rodrigues. 

Nesta quinta-feira, 15, em Brasília, o senador Randolfe Rodrigues (Psol) e empresários amapaenses almoçam com o presidente da Azul para reafirmar o interesse do Amapá. 

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