Compartilhamentos

O Amapá será atendido pelo Linhão de Tucuruí a partir do dia 20 desse mês, de acordo com o cronograma da Eletrobrás. A última etapa desse processo está em andamento, que é o rebaixamento da rede em Macapá. As obras têm chamado atenção pelo tamanho dos postes que estão sendo usados. Ao todo, são 160 homens que trabalham na obra. Serão instalados 35 quilômetros de fios de energia divididos em três subestações. O investimento de R$ 42 milhões.

A estrutura usada na obra do rebaixamento chama atenção

A estrutura usada na obra do rebaixamento chama atenção

O rebaixamento muda a tensão da energia de 500 KW para dois circuitos com capacidade para 1.000 MW. “Com a interligação ao Sistema Nacional através do Linhão de Tucuruí acabam as variações de energia que prejudicam os consumidores. A qualidade é outra. Problemas de quedas devem ser muitos raros”, frisou o diretor de Planejamento e Expansão da CEA, José Elias Rosa.

Segundo a CEA, as três subestações vão interligar o Linhão ao Estado, com exceção do município de Oiapoque que não apresenta uma demanda considerável para uma linha acima de 300 KW. Ou seja, o extremo Norte do Amapá vai continuar isolado, mesmo com o Linhão de Tucuruí. As subestações terão variações diferentes: serão de 16 quilômetros para Santana com 69 KW, 11 quilômetros para o Santa Rita de 60 KW e Macapá com 8 km e 50 KW de energia.

Em Macapá existem 33 alimentadores de energia, mas são necessários 57. De acordo com a CEA, é fundamental a instalação de mais alimentadores na capital para não sobrecarregar a rede por onde vai circular uma enorme quantidade de energia.

O Linhão estará interligado efetivamente dia 20 desse mês. Mas segundo a CEA, será necessário desligar por seis horas cada subestação para os transformadores serem alterados para receberem a nova frequência de energia.

Compartilhamentos