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Mais 130 policiais militares do 6º Batalhão estão arrumando armários e gavetas, mas ainda não sabem para onde vão. É que eles estão prestes a serem despejados. O aluguel do prédio onde funciona o Batalhão, na Avenida FAB, não é pago há quatro meses e a imobiliária já pediu o prédio. O valor da dívida é de aproximadamente R$ 300 mil. Segundo o comando do 6º Batalhão, esse é apenas um dos problemas do local que já teve, inclusive, a energia cortada.

o prédio não tem estrutura para funcionar um Batalhão da PM

o prédio não tem estrutura para funcionar um Batalhão da PM

O comandante do Batalhão, tenente coronel Nielsen Rodrigues, apontou outro problema. “No inverno o prédio fica inundado, a fossa transborda e as goteiras alagam todas as salas”. O tenente-coronel afirmou que por causa da dívida a imobiliária não quer renovar mais o contrato. “Temos que arranjar outro lugar”, ressaltou.

A empresa que aluga o prédio se recusa a renovar o contrato que termina no fim de junho. Segundo a imobiliária, além dos atrasos no pagamento do aluguel e o acúmulo da dívida, o local precisa de reforma. Para a PM a única alternativa é alugar outro espaço para o funcionamento do Batalhão, que provavelmente será no Bairro do Laguinho.

O Batalhão atende as ocorrências dos Bairros do Centro, Laguinho, Perpétuo Socorro, Cidade Nova, Santa Inês, Santa Rita, Nova Esperança, Trem, Beirol, Pacoval, Jesus de Nazaré, Alvorada, Goiabal, Cabralzinho, Marabaixo I, II, III e IV e Coração.  Ao todo, são 64 quilômetros quadrados da Zona Sul atendidos por 136 homens e mulheres do 6ª Batalhão.

De acordo com informações da PM, há problemas com mecânica, espaço para garagem, alojamento e principalmente adequações para as policiais femininas.  “Além de problemas de ordem financeira, temos que fazer readequações no prédio para atender as policias femininas que necessitam de um ambiente diferenciado”, desabafou o tenente-coronel.

 

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