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A partir dos próximos dias os nomes de pelo menos 10 mil servidores do Estado do Amapá poderão ser negativados nos serviços de proteção ao crédito, o SPC e o Serasa. No segundo semestre do ano passado, o governo Camilo Capiberibe simplesmente deixou de repassar para bancos e financeiras os valores descontados dos salários dos funcionários que fizeram empréstimos consignados em folha de pagamento.

Só em empréstimos de servidores da saúde, o governo passado descontou dos salários, e reteve, mais de R$ 11 milhões. Algumas financeiras e bancos não recebem há mais de 3 meses. Outras, que emprestavam dinheiro para servidores de várias secretarias, ficaram sem os repasses do Estado no período de agosto a novembro de 2014.

O problema já atinge em cheio o crédito dos servidores que foi bloqueado pelas empresas de consignação. Os bancos calculam que mais de 10 mil funcionários fizeram empréstimos ou estavam utilizando cartões de crédito emitidos pelas empresas.

Entre as instituições que deixaram de receber, estão empresas como Bradesco, Banco do Brasil, Aspeb, HSBC, Pine, Santander, Cruzeiro do Sul, Panamericano, Bonsucesso, BMG, BMC e Asplub, entre outros agentes.

Representantes de várias financeiras estão em Macapá desde o início da semana procurando representantes do governo do Estado para discutir a situação, que é bem parecida com a que ocorreu em 2010,  quando o governo Waldez, e depois Pedro Paulo, também deixaram de repassar para os bancos os valores dos empréstimos feitos pelos servidores. Milhares também tiveram os nomes negativados.

O episódio rendeu processos contra os ex-gestores. Waldez chegou a ser condenado na esfera cível em primeira instância, mas foi absolvido no campo criminal.  O calote também serviu de munição política para o governo passado, especialmente durante a campanha eleitoral de 2014. O fato é que agora a situação de inverte: é o governo Waldez quem terá que negociar o calote dado por Camilo Capiberibe.

O valor total das dívidas do governo do Estado com as empresas ainda não foi calculado. Ninguém no governo atual se pronunciou até agora sobre o assunto.

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