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Moradores de algumas localidades da região do Maracá, município de Mazagão, estão há mais de 20 dias sem energia elétrica. Essas comunidades são atendidas por geradores que são alimentados por óleo diesel. Na comunidade de Água Branca do Cajari, por exemplo, o atendimento na unidade básica de saúde está sendo feito a luz de velas. A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) informou que o Estado tem uma dívida com a companhia de R$ 30 milhões por conta de fornecimento de energia para comunidades rurais.

O fornecimento de energia dessas localidades faz parte do programa “Luz Para Viver Melhor” (eletrificação rural) que está sendo retomado após quatro anos de inatividade. São 213 comunidades rurais de 11 municípios do Estado que dependem do abastecimento de óleo diesel para ter energia elétrica. Ao todo são gastos R$ 1 milhão e meio por mês com a distribuição de óleo para as localidades.

“Temos algumas pendências com o Estado e estamos reunindo para negociar essa dívida, que está em torno de 30 milhões de reais”, disse o presidente da CEA, Ângelo do Carmo. O principal problema para o fornecimento do óleo é a falta de um convênio entre o governo e a CEA. Desde 2011, a Companhia atendeu essa demanda sem nenhum tipo de contrato com o Estado, e sem receber absorveu o prejuízo.

Ao tomar conhecimento do assunto a secretária de Inclusão e Mobilização Social, Eliete Borges, procurou a companhia e o governo para juntos resolverem o problema. “A partir desta segunda-feira, 23, todas as comunidades serão reabastecidas com o óleo diesel”, afirmou a secretária. Durante a reunião ficou definido que um novo convênio será firmado entre o governo e a CEA para que o combustível seja fornecido normalmente e situações como as que ocorreram na semana passada não se repitam.

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