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O segundo aumento no preço dos combustíveis naturalmente elevou os custos operacionais das empresas de ônibus que já falam em paralisar atividades em Macapá para protestar, informou a assessoria de comunicação do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Macapá (Setap). Para empresas, o poder público não tem interferido para equilibrar a “equilibrar a tarifa”, que hoje é de R$ 2,10.

 

Tarifa e custos inviabilizam operações das empresas

Tarifa e custos inviabilizam operações das empresas

 

Foram dois aumentos no preço dos combustíveis em menos de 30 dias, tanto para a gasolina como para o diesel. O Setap emitiu nota afirmando que as empresas pensam em paralisação, caso não haja uma definição rápida sobre a tarifa congelada há 4 anos. O último reajuste ocorreu em agosto de 2011, por decisão da justiça. “O percentual é um impacto muito relevante para a categoria e prejudica ainda mais os investimentos do setor”, diz o presidente do Setap, Décio Melo.

Cristina Badinni;: assunto judicializado

Cristina Badinni: assunto judicializado. Foto: Arquivo/Site

O presidente citou como exemplo a cidade de Curitiba (PR), onde a tarifa é de R$ 3,30 e mesmo assim houve paralisação. “Imagine por analogia o que acontece em Macapá, onde as vias estão esburacadas acarretando em um elevado custo operacional. Isso sem falar no excesso dos clandestinos, falta de sincronização de semáforos, falta de corredor para ônibus, enfim, falta de prestígio para um transporte que é público”, criticou.
Por lei, as empresas podem pedir revisão extraordinária da tarifa de ônibus em função de aumento significante no preço do insumo (combustível) e o Setap já adiantou que vai usar desse recurso na justiça. “Não vemos outro recurso (referindo-se a uma paralisação das empresas), mas esperamos que não ocorra. Esse aumento de agora não temos como segurar, sem uma atualização tarifária”, afirma.
A Companhia Municipal de Transportes de Macapá não concorda com uma paralisação, e diz que está impedida de conceder reajuste porque a questão foi judicializada pelos próprios empresários. “Ou fazemos um acordo ou esperamos a Justiça decidir, é assim que entende o meu jurídico. Nós estamos recalculando nossas planilhas com base nesses novos aumentos. O que não pode é a população ser punida”, avalia a presidente da CTMac, Cristina Badinni.

A presidente terá uma reunião com representantes das empresas, às 9h30min na sede da CTMac. 

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