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O Tribunal do Júri deu continuidade nesta quarta-feira, 25, ao julgamento de cinco policiais militares acusados pelo Ministério Público do Amapá de executarem em 2007 Odinei Rocha da Silva, de 23 anos. De acordo com as investigações do MP, os militares mataram Odinei e trancaram as filhas dele em um banheiro da casa. A defesa argumenta que a polícia agiu em legitima defesa. O julgamento prossegue agora à tarde com a argumentação da defesa. Pela manhã a acusação fez sua argumentação. A previsão é que o julgamento termine por volta das 19 horas.

Segundo os altos do processo, o crime ocorreu no dia 30 de agosto de 2007, por voltas de 16 horas, na casa da vítima, localizada no Bairro Buritizal, na Zona Sul de Macapá. Odinei Silva teria sido executado pelos militares que estariam sem farda. “A vítima foi morta a tiros. Um dos tiros foi na nuca e a perícia encontrou pólvora no pescoço da vítima. Isso é execução. Não houve troca de tiros”, argumentou o promotor do MP, Afonso Pereira.

A defesa alega que a vítima era traficante. Na casa dele foram encontradas duas armas e alguns papelotes de entorpecentes. Para o advogado dos réus, os policiais agiram em legitima defesa. “O Ciodes acionou a viatura deles e quando chegaram ao local foram recebidos com tiros. Se defenderam e acabaram, lamentavelmente, matando o traficante que já possuía passagem pelo Iapen”, ressaltou o advogado, Charles Bordalo.

O MP pede condenação de mais de 30 anos a cada um dos réus. O caso está sendo julgado pelo juiz João Guilherme Lages e mais 6 jurados.

 

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