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Policiais franceses fizeram a maior apreensão de ouro dos últimos três anos. O minério estava com brasileiros, dois garimpeiros e uma cozinheira.  A apreensão ocorreu no último dia 21 de janeiro, durante uma abordagem feita por uma guarnição de 8 “gendarmes” (policiais franceses).

Os brasileiros estavam em uma localidade chamada “Saut Patawa”, em três embarcações que vinham de dois garimpos ilegais. Alguns conseguiram escapar do cerco, mas três pessoas foram presas.

Na bagagem dos garimpeiros e da cozinheira, a polícia encontrou 1.450 gramas de ouro, balança de precisão, além de um telefone via satélite. A maior quantidade de ouro estava nos pertences da cozinheira, precisamente 826 gramas. “Eu estava cozinhando no garimpo Sophie, apenas 50 gramas são meus. É o meu salário que preciso para esperar a chegada do meu bebê”, disse a cozinheira, grávida de 7 meses.

Os outros dois garimpeiros confessaram que trabalhavam nas minas e no transporte de mercadorias para os garimpos. O procurador que faz a acusação contra os três os chamou de “saqueadores da terra da Guiana”. “Não são grandes traficantes. Eles tem pequenos salários”, disse a defensora destacada para cuidar do caso, Anne Lancien.

No Departamento francês da Guiana esses processos são rapidamente julgados. Lucas Marques Cordeiro, 24 anos, Rogério Teixeira Cruz, de 23,  e Maria Oliveira da Silva, de 32 anos,  foram condenados a dois anos de prisão, pena que deverão cumprir em uma penitenciária da Guiana, em cidade não informada.

O delegado de polícia do município de Oiapoque (cidade a 590 quilômetros de Macapá), Charles Correa, informou que os três brasileiros são paraenses. Maria e Rogério são de Belém. Lucas é do município de Tucuruí. A prisão e rápida condenação dos brasileiros teve um rigor estratégico: mostrar o que pode acontecer com garimpeiros brasileiros, chamados de “saqueadores de terra”.

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