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Familiares e amigos do adolescente Jairo Pereira Rocha Júnior, de 15 anos, fizeram uma manifestação na Avenida FAB, Centro de Macapá, nesta terça-feira, 10. Eles pedem justiça pelo jovem que morreu no ano passado, depois de ser atingido por quatro tiros durante um assalto à empresa de ônibus Amazontur, onde trabalhava como menor aprendiz. O acusado de matar Jairo também é menor de idade e foi liberado na semana passada do Centro de Internação Provisória (CIP).

Jairo era estudante e frequentava a Igreja Batista

Jairo era estudante e frequentava a Igreja Batista

Jairo Rocha era estudante do ensino médio, frequentava a Igreja Adventista e durante a semana era menor aprendiz na sede da empresa Amazontur. No dia 10 de dezembro de 2014, ele perdeu a vida e deixou saudades aos familiares e amigos, que hoje estão revoltados. A família alega que houve negligência médica no atendimento a Jairo. “Ele levou tiros no fêmur, abdômen, braço e costela. Um perfurou o fígado. Mas os médicos do Hospital de Emergência disseram que não havia nada de errado com ele. Depois de quatro dias ele faleceu com hemorragia interna”, contou a mãe de Jairo, Cláudia Rocha.

Antes de falecer, Jairo Rocha reconheceu os três criminosos que assaltaram a empresa. Todos menores de idade. A revolta maior da família é que o adolescente de 15 anos, que teria sido o autor dos disparos que mataram Jairo, foi liberado na sexta-feira passada. “Eu peço justiça pela vida do meu sobrinho e pela falta de respeito com a vida humana. Esse menor que matou meu sobrinho está solto e pode cometer outros delitos”, desabafou a tia do menino, Marcela Souza.

Vestidos com camisetas estampadas com a foto de Jairo, em silêncio e segurando faixas, os familiares pararam na Assembleia Legislativa para pedir apoio ao deputado Pedro da Lua (PSC), que já tem dado apoio emocional e jurídico à família. O parlamentar se comprometeu em participar da luta por justiça neste caso.

 

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