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Representantes da maior mineradora de ouro em atividade no Amapá, a australiana Beadell, disseram que a empresa pode encerrar suas atividades bem antes do previsto em função dos altos custos de operação. A afirmação foi feita durante encontro de diretores da empresa e o governador Waldez Góes (PDT), no Palácio do Setentrião. A empresa, que hoje emprega cerca de 500 trabalhadores, precisa de energia térmica para manter a lavra.

A empresa, sediada no município de Pedra Branca do Amapari, explora a mina “Tucano Gold”, e não revelou na conversa o quanto extrai de ouro mensalmente, mas diz que pretende expandir as atividades, incluindo a lavra em mina subterrânea. Contudo, os altos custos com geração de energia à diesel estariam inviabilizando a execução do plano de expansão e até mesmo a permanência da empresa no Amapá. “Hoje a Beadell funciona com geradores a diesel. São várias carretas de óleo para mantê-los funcionando”, explicou o superintendente regional da empresa Luiz Adabi.

A esperança é de um acordo com a CEA para que um linhão seja levado até a mina. Sem isso, a empresa afirma que pode fechar as portas em 3 anos, ao invés dos 15 anos planejados. “A ideia é trazer energia de Porto Grande para Serra do Navio. A Beadell vai investir dinheiro para modernizar e queremos comprar energia da CEA. Isso é uma questão de custo-benefício”, ponderou.

O governador Waldez Góes se comprometeu a intermediar um diálogo com a companhia, e deixou claro que o Amapá não pode perder investimentos privados, especialmente porque ainda depende de transferências federais. “Isso, portanto, nos exige primar pelas atividades existentes na economia do Estado e criar estrategicamente novas atividades para que seja ampliada essa fase produtiva de arrecadação”, ressaltou.

Além da geração de energia, a Beadell se queixa do alto custo do transporte terrestre e da demora na aprovação de licenças de funcionamento que precisam ser emitidos por órgãos federais. 

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