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Um dos mais belos espetáculos do mundo animal aconteceu esta semana no Museu Sacaca: filhotes de tracajás nasceram dentro do lago que faz parte do complexo do museu. Essa é a primeira geração da espécie desde 2011, quando o lago foi escavado para ficar mais fundo. Segundo pesquisadores do Instituto de Estudos e Pesquisas do Amapá (Iepa), o espaço é ideal para reprodução da espécie que está na lista de animais em extinção.

Os filhotes foram vistos e fotografados pela primeira vez por monitores do museu, no domingo, 15. “Eu nunca tinha visto a reprodução aqui. Não sabemos onde estava o ninho, só vimos os filhotes tentando subir para a terra”, disse um dos monitores que encontrou as tracajás.

Ambiente favorável para a reprodução. Fotos: Cássia Lima

Ambiente favorável para a reprodução. Fotos: Cássia Lima

 

O lago é uma nascente que foi alargada e escavada. Ela dá acesso a diversos canais que percorrem a cidade. São por eles que as tartarugas entram e saem do lago. De acordo com o Iepa, no Sacaca existem 18 espécies de répteis, duas são de cágado. A mais conhecida é a tracajá. “Essa espécie é caçada por populações ribeirinhas tradicionais que têm o hábito de comer esse animal. No museu não existem predadores, então, aqui é um lugar ideal para reprodução”, explicou o pesquisador e biólogo do Iepa, Jucivaldo Lima.

O pesquisador conta que as tracajás se alimentam de peixes, insetos, ração e semente das plantas. A espécie é de porte médio, podendo medir até 68 centímetros e pesar 8 quilos. Elas vivem mais de 90 anos, entretanto, atingem a maturidade sexual por volta dos setes anos.  “A tendência é aumentar a população. Ainda mais nesse ambiente. É recomendável que não tirem as folhas do lago e da margem para que o espaço fique mais parecido com a mata natural”, frisou o biólogo.

Biólogos do IEPA dizem que o espaço é ideal para os filhotes

Biólogos do Iepa dizem que o espaço é ideal para os filhotes

Um artigo que analisa a importância de áreas antrópicas para as tracajás deverá ser publicado pelo Iepa em uma revista cientifica da Unifap. Mas, o importante é que os filhotes estão salvos no Iepa e podem crescer e se reproduzir. Além de serem a nova sensação do espaço.

 

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