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Pacientes com câncer internados em São Paulo ainda lutam para receber o auxílio financeiro do governo do Amapá por meio do Programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Mesmo depois da garantia da Secretaria de Saúde do Estado de que o pagamento teria sido feito na semana passada, boa parte dos pacientes ainda não recebeu um centavo de sequer.

Selfie e esperança: último apoio foi repassado em novembro.

Selfie e esperança: último apoio foi repassado em novembro.

Um dos pacientes é Wanderson Lima Gouveia, de apenas 14 anos. O adolescente tem leucemia, e nesta segunda-feira, 9, começará a passar por sessões de radioterapia.

Casa de apoio mantida por doações

Casa de apoio mantida por doações onde Wanderson e outras crianças moram durante o tratamento

O menino está há 9 meses em São Paulo, e a última vez que recebeu apoio do TFD foi em novembro do ano passado. “Se não fosse a casa de apoio onde estamos não sei o que seria da gente. Eles nos levam para o hospital durante a semana, mas quando tem sessão ou exame no fim de semana temos que tirar do bolso”, desabafa o pai o menino, o servente Valdir Gouveia da Silva.

Wanderson no início do tratamento ainda com cabelos

Wanderson no início do tratamento ainda com cabelos

Um outro ingrediente torna a situação da família do adolescente ainda mais dramática. Valdir era servente de escola estadual em Macapá, e já não recebia o salário há mais de 4 meses. No Amapá ficaram a esposa e outros dois filhos.

Na mesma casa de apoio estão outras 8 crianças na mesma situação. “Sem falar de pais que estão em outras casas de apoio aqui em São Paulo com seu filhos e também ainda não receberam nada. Eles ainda me ligam pra saber se tem alguma novidade”, revela o servente. A casa de apoio onde Valdir está com o filho é mantida por doações de empresários. 

No total foram beneficiados 575 pacientes com “auxílio financeiro” e “complementação financeira”. O pagamento não foi realizado antes porque a Sesa não estava conseguindo desbloquear a senha do Siplag. Contudo, a Sesa não soube explicar porque pacientes como Wanderson ainda não foram beneficiadas.

 

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