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A 2ª Vara do Tribunal do Júri iniciou na manhã desta quinta-feira, 5, o julgamento dos 4 réus acusados de matar com 20 tiros, em um ramal da Ilha Mirim, Zona Norte, o agente penitenciário Clodoaldo Brito Pantoja, de 40 anos. Segundo a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), a vítima teria sido executada por ordem de detentos do Iapen irritados com a postura rígida de Clodoaldo nas inspeções da penitenciária. A defesa alega que nem todos os envolvidos no crime estão sendo jugados.

Promotor Eli Pinheiro: sem dúvidas sobre autoria

Promotor Eli Pinheiro: sem dúvidas sobre autoria

De acordo com o inquérito do MP, Wagner João Oliveira Melônio, de 36 anos, teria ordenado a execução da vítima com a ajuda de Luis Carlos Silva Teixeira, de 34 anos; Wesley Alves da Silva, de 19 anos, e Ismael Carlos Landes Nicolau, que está foragido. Os quatro são acusados de homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha.

O caso já teve 4 audiências, sendo duas adiadas por falta de testemunhas. Nesta manhã foram ouvidos dois peritos criminais da Politec que analisaram as armas do crime e realizaram exame de corpo de delito nos réus. “O MP não tem dúvida de que os réus executaram o agente penitenciário. Todos os quatros planejaram e estão diretamente envolvidos na morte do agente público, que morreu por cumprir sua função com excelência”, argumentou o promotor de acusação do caso, Eli Pinheiro.

Advogado Maurício Pereira: duas teses

Advogado Maurício Pereira: duas teses

A defesa acredita que existem duas versões para o crime. A primeira é que os criminosos teriam mandado o agente por causa de uma brincadeira que ele teria tirado com o réu Luiz Carlos Teixeira. A segunda é que, na verdade, a morte do agente se deu por um plano engendrado dentro do Iapen, envolvendo outros agentes penitenciários e presos que exerciam liderança dentro da comunidade carcerária. “A vítima que trabalhava contra o crime organizado dentro do Iapen e começou a atingir os interesses desse grupo. Então, nos temos uma testemunha que, inclusive, se auto incrimina. Os verdadeiros culpados ainda estão dentro do Iapen”, frisou o advogado de defesa de dois réus, Mauricio Pereira.

O primeiro dia de julgamento deve se estender até o fim desta tarde. A sentença dos réus deverá ser proferida pelos jurados na tarde de sexta-feira, 6.

 

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