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Empresas prestadoras de serviço da mineradora Zamin estiveram reunidas com o promotor do município de Serra do Navio, Wueber Penafort, no fim da semana passada, para expor os prejuízos que estão tendo com a paralisação das atividades da companhia. Além do prejuízo financeiro, as empresas demitiram cerca de 800 funcionários.

Os empresários prestavam serviços para a Zamin, mas devido a falta de pagamento por parte da mineradora, foram obrigados a demitir e arcar com prejuízos financeiros. “Os prejuízos são ambientais, econômicos e sociais. Isso nos obrigou a entrar com uma ação na Justiça no ano passado”, disse o promotor Wueber Penafort.

A ação é por danos ambientais causados nos municípios de Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari, área de atuação da mineradora. De acordo com a denúncia do Ministério Público, um erro no projeto das barragens de rejeitos provocou a contaminação da bacia hidrográfica da região e prejudicou 23 famílias de ribeirinhos que não puderam mais voltar com as atividades extrativistas. A ação pede o bloqueio de bens e contas bancárias da Zamin no valor de até R$ 200 milhões.

“Reunimos com os empresários e nos informamos ainda mais a respeito dos prejuízos causados pela mineradora. A ação cautelar foi necessária para garantir que os danos sejam ressarcidos, porque a empresa estaria desviando recursos das unidades bancárias para se livrar da Justiça, ou seja, o proprietário estaria usando a Zamin para se esquivar do débito social, ambiental e econômico”, reforçou o promotor de Justiça. Os empresários confirmaram presença da audiência de julgamento da ação cautelar, agendada para o dia 21 de maio em Serra do Navio.

Estiveram presentes à reunião, Nadson Valente, da JUVIC Locação de Mão-de-Obra; Glauco Cei, do Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Amapá (SINDUSCON); Geraldo Bueno, da Transportadora e Locadora de Máquinas e Equipamentos; e Paulo Cardoso, da Amazontur Transportes de Passageiros. 

 

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